DAFFINY DELGADO
RENAN MARCEL
O governador Mauro Mendes (União Brasil) comentou nesta quarta-feira (03) sobre a Operação Apito Final da Polícia Civil que mirou integrantes da facção criminosa Comando Vermelho que, segundo as investigações, utilizavam times de futebol amador para se promover e também infiltrar no mundo político nas eleições deste ano.
Para ele, a estratpegia dos criminosos é “perigosa” e exige maior atenção da Segurança Pública, bem como do Judiciário e Ministério Público para barrar o avanço das facções, pois, "lugar de bandido é na cadeia".
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“Essa informação é importante, relevante e perigosa. Nós já sabíamos, estávamos trabalhando nos bastidores com isso, que o crime organizado vem tentando infiltrar pessoas, não só em Mato Grosso, mas no Brasil inteiro, dentro da política, elegendo cargos importantes para tentar influenciar o poder público por dentro”, disse.
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“Isso é perigoso, vai demandar dos órgãos responsáveis uma atenção muito maior e, acima de tudo, ações mais contundentes para que isso não aconteça. Lugar de bandido não é na política fazendo aquilo que deve ser feito por cidadão de bem, e sim na cadeia, e aqueles que estão na política fazendo isso deviam estar lá [na cadeia]”, completou governador.
A operação deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), nessa terça-feira (02), trouxe à tona que ao menos dois integrantes do CV pretendiam disputar uma cadeira na Câmara de Cuiabá. Ao todo, 25 mandados de prisão foram expedidos contra a organização criminosa. Além disso, sequestro de bens e mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.
Fagner Paelo e o advogado Jonas Cândido, presos nesta terça-feira, eram os integrantes da facção que se preparando para o processo eleitoral. Os alvos são investigados por um grande esquema de lavagem de dinheiro que chegou a movimentar R$ 65.933.338,00 milhões em dois anos. O dinheiro seria utilizado para financiar as campanhas na Capital.
Mauro ainda alertou que os dados de investigações contra organizações criminosas podem ser utilizados pelos partidos políticos na intenção de filtrar as filiações e impedir a inserção desses criminosos na política brasileira.
"E uma materialização dessa investigação pode dar aos partidos, seja ele qual for, não somente União Brasil, elementos para recusar uma filiação ou até para impedir uma eventual candidatura", finalizou.













