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Cuiabá, 01 de Junho de 2026
01 de Junho de 2026

01 de Junho de 2026, 08h:31 - A | A

POLÍCIA / SUICÍDIO FORJADO

Paciente em reabilitação é encontrado morto em clínica de recuperação em Cuiabá; indícios são de assassinato

Alessandro Sidinei Braga foi encontrado morto na manhã desse domingo (31) com uma corda no pescoço; Odiley Rodrigues, responsável pelo local, foi preso sob suspeita de forjar suicídio.

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, foi encontrado morto na manhã desse domingo (31) em uma clínica de recuperação para dependentes químicos e pessoas com esquizofrenia, em Cuiabá. Ele estava com uma corda enrolada no pescoço. Os indícios são de que ele tenha sido assassinado e a cena de suicídio tenha sido forjada.

Um dos responsáveis pelo local, identificado como Odiley Rodrigues , foi preso.

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De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Civil foi acionada por volta das 8h para atender uma ocorrência, inicialmente tratada como suicídio, na clínica Pró-Vida Centro Terapêutico, localizada no bairro Jardim Primavera.

No local foi informado à polícia que a vítima fazia tratamento para controle da esquizofrenia e que, no último sábado (30), havia apresentado um surto psicótico, sendo necessária contenção física e uso de medicamentos para acalmá-la.

Testemunhas relataram que as mãos de Alessandro foram amarradas e só foram desamarradas após ele demonstrar comportamento colaborativo.

Odiley Rodrigues e outro responsável pelo funcionamento da clínica teriam informado aos demais internos que, ao amanhecer desse domingo, Alessandro foi encontrado em seu quarto, sem vida, com uma corda enrolada no pescoço.

Em razão disso, a polícia foi acionada.

Durante o atendimento da ocorrência, um perito criminal analisou o cenário e constatou diversas inconsistências entre os vestígios encontrados e as informações prestadas pelos responsáveis pela clínica.

Diante dos indícios, Odiley foi preso. Outra três pessoas foram conduzidas como testemunhas.

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso, que é tratato como homicídio doloso.

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