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14 de Fevereiro de 2017, 15h:22 - A | A

PODERES / R$ 1, 7 MILHÃO EM COMBUSTÍVEL

Lúdio diz que conta de investigação não tem lógica e que PT pagou dívidas

Denúncia da 5ª fase da Operação Sodoma aponta que R$ 1, 7 milhão de fraudes e desvios do Governo, foram usados para pagar dívidas de campanha de Lúdio

RepórterMT

Lúdio foi levado para depor de forma coercitiva na Defaz

Lúdio foi levado para depor de forma coercitiva na Defaz

DA REDAÇÃO



Ao deixar a sede da Delegacia Fazendária (Sefaz), onde foi interrogado, na manhã desta terça-feira (14), o médico Lúdio Cabral (PT) que disputou a Prefeitura de Cuiabá em 2012 e o Governo do Estado em 2014, como candidato do grupo político do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), tentou desqualificar as investigações da 5ª fase da Operação Sodoma, que apontam que de R$ 7 milhões, resultantes de fraudes no Governo, R$ 1,7 milhão teria sido usado para pagar dívidas de sua campanha a prefeito.

“Não tem lógica essa conta. Estava calculando quantos litros de combustível seriam adquiridos com R$ 1, 7 milhão, mais de 500 mil litros de combustível. Não tem lógica isso. Esse consumo de combustível em uma campanha”, disse Lúdio.

O petista argumenta que sua campanha não poderia ter consumido tanto combustível, como indicado na investigação.

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“Não tem lógica essa conta. Estava calculando quantos litros de combustível seriam adquiridos com R$ 1, 7 milhão, mais de 500 mil litros de combustível. Não tem lógica isso. Esse consumo de combustível em uma campanha”, disse Lúdio.

Conforme a denúncia, o advogado Francisco Faiad, quando foi secretário de Administração do Estado, teria desviado dinheiro para pagar contas de campanha de 2012, na qual ele era candidato a vice-prefeito.

De acordo com as investigações, as empresas Marmeleiro Auto Posto Ltda. e Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática, foram contratadas por Eder Moraes para fornecer combustível para veículos da campanha de Lúdio e Faiad. Pelo serviço foi cobrado R$ 1,7 milhão que teria sido por consumo fictício no Governo e contratos que foram considerados irregulares.

Consta nos autos que para a aquisição de mais de sete mil litros cúbicos de combustível, no valor de mais de R$ 16,5 milhões, se fazia necessária a renovação ilegal do contrato com a Marmeleiro. Isso porque paralelamente, na Secretaria de Estado de Transportes e Pavimentação Urbana (Setpu), já estava sendo operacionalizado outro esquema criminoso, que consistia na inserção de consumo fictício de combustível na Secretaria, cujos recursos públicos haviam sido desviados para o posto de combustível.

 “Tais recursos destinaram-se no período de fevereiro a agosto de 2013, ao pagamento da campanha eleitoral do ano de 2012 de Francisco Anis Faiad e Lúdio Frank Cabral, sendo que ambos tinham com a própria empresa Marmeleiro, uma dívida de R$ 1, 7 milhão”, diz trecho do decreto de prisão.

Lúdio nega sua participação em qualquer esquema criminoso e afirma que as dívidas de sua campanha foram legalmente pagas pelo PT, com processo apresentado à Justiça Eleitoral.

“A totalidade da dívida da campanha de 212 foi na ordem de R$ 2 milhões de reais e assim que a campanha foi concluída nós levantamos toda essa dívida e contatamos todos os credores. (...) Há o procedimento de assunção da dívida pelo partido. Todos os credores são contatados. Há um termo de assunção da dívida que é assinado com anuência dos credores e depois uma programação para pagamento dessas despesas, que não foram pagas na campanha, e essas despesas foram todas pagas pelo Partido dos Trabalhadores e isso está tudo documentado”, afirmou.

Lúdio foi conduzido de forma coercitiva na manhã desta terça-feira à Defaz. Ele alegou que prestou depoimento na condição de informante e não investigado.

A 5ª fase da Operação Sodoma resultou na prisão de Francisco Faiad, assim como o ex-governador Silval Barbosa, o ex-chefe de Gabinete, Silvio Corrêa e o coronel José Nunes Cordeiro, ex-secretário adjunto da Secretaria de Administração.  

Por meio de nota, o ex-vereador Lúdio Cabal (PT) também se manifestou. Confira na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

1. Na manhã desta terça-feira (14/02), fui conduzido coercitivamente pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra Administração Pública para prestar depoimento na condição de informante, não de investigado;

2. Embora tenha recebido tratamento respeitoso de todos os servidores da Defaz, entendo desnecessária a determinação judicial de condução coercitiva, especialmente porque me apresentaria espontaneamente para prestar esclarecimentos caso fosse intimado;

3. Não há na investigação qualquer indício que aponte minha participação em desvio de recursos públicos;

4. Não existiu uma suposta dívida de R$ 1,7 milhão em combustíveis para a campanha à Prefeitura de Cuiabá em 2012 que teria sido paga com recursos públicos desviados;

5. As dívidas da referida campanha foram devidamente registrados na prestação de contas eleitorais, integralmente assumidas pelo Partido dos Trabalhadores com a anuência dos credores após a campanha, como determina a legislação, e posteriormente quitadas;

6. Todos os documentos de quitação das dívidas estão nos autos do processo de prestação de contas junto à Justiça Eleitoral, e estarei requerendo formalmente os mesmos para disponibilização à imprensa.

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Popular 14/02/2017

Quem conhece Ludio sabe que é um homem do bem, correto, honesto e com trajetória política limpa e coerente!

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