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31 de Julho de 2018, 08h:14 - A | A

PODERES / REELEIÇÃO TUCANA

Leitão descarta desistência de Taques após acusações sobre grampos

Deputado federal nega que a cúpula do PSDB tenha cogitado desistir do projeto por causa das declarações do cabo Gerson que envolveu diretamente o governador Pedro Taques no esquema das escutas ilegais.

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Deputado Federal Nilson Leitão é um dos principais articuladores da chapa majoritária do PSDB.

Deputado Federal Nilson Leitão é um dos principais articuladores da chapa majoritária do PSDB.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



O deputado federal Nilson Leitão, pré-candidato ao Senado Federal pelo PSDB, negou os rumores de que a cúpula do partido estivesse cogitando descartar a candidatura do governador Pedro Taques (PSDB) à reeleição e reforçou que está mantido o nome do chefe do Executivo estadual ao Palácio Paiaguás.

Os rumores sobre o fim a desistência em reelegar Taques ocorreram após as declarações do Cabo da PM, Gerson Corrêa, que acusou o gestor tucano e o primo dele, o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, de serem os principais mentores das escutas telefônicas ilegais operadas em Mato Grosso. 

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“Isso aí [recuo da candidatura do governador] foi fogo inimigo. Nunca houve essa possibilidade. Inclusive colocaram o meu nome em várias situações, de que eu seria o substituto [de Taques]. Não tenho projeto e nem de candidatura a governador. Minha candidatura é ao Senado”, afirmou Leitão.

O depoimento bombástico ocorreu na madrugada de sábado (28), ao juiz Murilo Mesquita, na 11ª Vara Militar do Fórum de Cuiabá. 

“Isso aí [recuo da candidatura do governador] foi fogo inimigo. Nunca houve essa possibilidade. Inclusive colocaram o meu nome em várias situações, de que eu seria o substituto [de Taques]. Não tenho projeto e nem de candidatura a governador. Minha candidatura é ao Senado”, afirmou o deputado que é um dos principais articuladores políticos da chapa majoritária liderada pelo PSDB.

“Esse assunto vem se arrastando há muito tempo. Então é necessário que a Justiça seja célere para não pairar mais dúvidas sobre o mencionado [envolvimento ou não do governador]”, destacou.

Leitão disse que conversou como o governador sobre as declarações do cabo Gerson. Segundo o deputado, Taques estaria muito tranquilo em relação ao assunto. “Todo mundo que está na política acaba passando por algum tipo de citação, com provas e as vezes sem provas”, ressalta.

Para o parlamentar, o mais importante envolvendo o casos dos grampos é que a situação seja esclarecida de uma vez por todas.

“Esse assunto vem se arrastando há muito tempo. Então é necessário que a Justiça seja célere para não pairar mais dúvidas sobre o mencionado [envolvimento ou não do governador]”, destacou.

Declarações bombásticas

Em seu depoimento na 11ª Vara Militar do Fórum de Cuiabá, o cabo Gerson afirmou que o governador e o ex-secretário Paulo Taques seriam os “donos” dos grampos. 

Utilizando a modalidade conhecida como “barriga de aluguel”, policiais militares teriam interceptado ilegalmente telefones de servidores públicos, jornalistas e diversos políticos de Mato Grosso.

De acordo com Gerson, o objetivo das interceptações era político.

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Júlio 31/07/2018

A família Taques usou os grampos ilegais mesmo antes de assumir o poder para tirar o Silval Barbosa do poder e desmoraliza-lo para assumir o controle do mesmo grupo político. A manobra de tomar o PSD, partido do Riva demonstra claramente isso. Quando assumiu o governo usou os grampos para se antecipar a possíveis investigações, tanto é que o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, jornalistas, membros do Tribunal de Contas e deputados foram grampeados. Paralelamente criou um esquema sistemático de corrupção com diversas frentes, destinação de verbas da Cultura (20 milhões sob investigação), licitações da Seduc (56 milhões desviados segundo dados levantados pelo Ministério Público), superfaturamento de pontes através de Regime Diferenciado de Contratação em torno de 40 milhões), tentativa frustrada de firmar um contrato com a mesma empresa ré de corrupção na obra do VLT para a conclusão com superfaturamento de DUZENTOS MILHÕES, que só não se consolidou por causa da intervenção do Ministério Público.

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