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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
18 de Julho de 2024

23 de Outubro de 2017, 22h:07 - A | A

PODERES / GRÃO VIZIR

Juíza condena Alan Malouf a 11 anos de prisão por desvios na Seduc

O dono do Buffet Leila Malouf, Alan Malouf é apontado como líder de esquema em contratos de obras da Secretaria de Educação do Estado.

DA REDAÇÃO



O empresário Alan Malouf, sócio do Buffet Leila Malouf, foi condenado pela juíza Selma Rosane Arruda - da 7ª Vara Criminal de Cuiabá - a 11 anos de prisão, além de 176 dias multa, referente ao processo da “Operação Grão Vizir”, que investigou a esquemas de desvio de dinheiro público na Secretaria de Educação Esporte e Lazer (Seduc), por meio de fraudes a licitações de obras da pasta.

A juíza também sentenciou a três anos e seis meses de prisão o engenheiro eletricista Edézio Ferreira da Silva. Ambos podem recorrer da decisão em liberdade.

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Selma Arruda condenou Alan Malouf a cinco anos de reclusão, no entanto, a pena foi aumentada em 1/6 por causa de concurso público de funcionários.

O crime de corrupção passiva somou mais quatro anos de reclusão, mesmo com a pena atenuada em 10 meses devido á sua confissão. A magistrada somou ainda a reiteração criminosa, o crime de corrupção passiva por 23 vezes.

“A soma das penas ora aplicadas em 11 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e 176 (cento e setenta e seis dias-multa)”, diz trecho do documento. 

No caso do eletricista Edézio, a juíza o penalizou pelo crime de organização criminosa, com a pena de três anos seis meses de prisão.

No mesmo documento, a magistrada determinou o compartilhamento de provas colhidas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que tramitam no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

“Há referências nos autos à participação de autoridades com prerrogativa de foro, autorizo, sem delongas, a providência”, destacou.

A Grão Vizir é desdobramento da Operação Rêmora, que apura desvio dinheiro público por de contratos fraudulentos de obras de reformas e construções de escolas. Na Rêmora também são réus o ex-secretário da Seduc, Permínio Pinto, donos de empreiteiras e servidores.

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