MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O ex-senador Jayme Campos (DEM), pré-candidato ao Senado Federal, fez uma avaliação em entrevista ao programa Conexão Poder, na qual prevê que a tendência é de que o caixa do Governo do Estado tenha um déficit de R$ 4 bilhões quando Pedro Taques (PSDB) encerrar seu atual mandato em dezembro deste ano.
“Hoje o Estado de Mato Grosso tem um déficit de R$ 3,4 bilhões. Ele [Taques] tinha que ter feito um ajuste lá atrás, feito uma reforma administrativa. Tinha tudo para isto, tinha capital político, tinha apoio da Assembleia Legislativa, e era um desejo da sociedade. Não digo nem anular aquelas leis, mas repactuar. Deu no que deu”, disse se referindo a reajustes nos salários dos servidores públicos estaduais aprovados ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Clique aqui e assista na íntegra.
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“Hoje o Estado de Mato Grosso tem um déficit de R$ 3,4 bilhões. Ele [Taques] tinha que ter feito um ajuste lá atrás, feito uma reforma administrativa. Tinha tudo para isto", considerou Jayme.
Além de senador, Jayme também comandou o Palácio Paiaguás entre 1991 e 1994. O democrata avaliou que o Estado arrecada valores significativos, acima da inflação, mas que é preciso tomar medidas para equilibrar as despesas.
“Estamos com uma máquina arrecadadora gigantesca, arrecadando acima da inflação, mas não tem suportado. O custo da máquina está pesado. Mato Grosso hoje, lamentavelmente, o que se arrecada mal e porcamente consegue pagar a folha. Estão almoçando a janta. E a tendência que está se desenhando aí, pelas informações que a gente tem, é que vai se chegar em dezembro com um passivo, um déficit, de R$ 4 bilhões. Pesadíssimo. Então, vai ter que se tomar algumas medidas para ajustar receita e despesa”, avaliou.
"O custo da máquina está pesado. Mato Grosso hoje, lamentavelmente, o que se arrecada mal e porcamente consegue pagar a folha. Estão almoçando a janta", observou.
Jayme apoia a candidatura do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) ao Governo. Os dois são dissidentes do grupo que deu sustentação à eleição de Taques em 2014. O democrata disse não estar decepcionado com o tucano e que deveria ser dado “um desconto” ao governador pela falta de experiência como gestor público – Taques foi advogado, procurador da República e senador antes de ser eleito ao Governo.
“Eu não me decepciono de maneira alguma com a pessoa, até porque você tem que dar um desconto para o Pedro, né? Ele nunca foi um empresário, um gestor público, nunca ocupou um cargo no Executivo. Eu imagino que se esforçou o máximo possível, mas lamentavelmente o Estado vive um quadro agora muito ruim”, disse Jayme.
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Teodoro da Silva Junior 23/07/2018
Parece que quem está falando seja um ícone da responsabilidade fiscal! Quem diria que o político que quebrou o estado, deixando para o sucessor 3 folhas de pagamento atrasadas viria ainda a querer dar lições e conselhos de responsabilidade! Quem conhece a sua história não acredita em nada do que diz quem já fez o que fez na gestão do estado!
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