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24 de Novembro de 2019, 16h:30 - A | A

PODERES / OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA

Jarbas é investigado em 5 dos 7 inquéritos da Grampolândia Pantaneira

Em pedido de prisão negado pela Justiça, força-tarefa afirma que o ex-secretário de Segurança ocupava função relevante na organização criminosa.

RepórterMT

Delegadas afirma que Jarbas.

Delegadas afirma que Jarbas.

RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO



Investigação feita pela Força Tarefa da Polícia Civil revelou que o delegado aposentado e ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Elizandro Jarbas, figura em 5 dos 7 inquéritos que apuram o esquema de escutas clandestinas em Mato Grosso - denominado de Grampolândia Pantaneira.

Rogers é acusado de obstruir as investigações do caso por 24 vezes. O pedido de prisão não foi aceito, porém, o investigado passou, pela segunda vez, a usar tornozeleira eletrônica por determinação do juiz Jorge Luiz Tadeu, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. 

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“Atualmente temos 07 (sete) inquéritos policiais e o suspeito Rogers Jarbas figura em 05 deles, ou seja, na maioria dos procedimentos instaurados, sendo 04 inquéritos ainda em andamento e um com denúncia oferecida. Desta forma, resta demonstrado o quanto ele ocupa uma função relevante na organização criminosa e tem se empenhado em dificultar/impedir as investigações”, consta no pedido de prisão, assinado pelas delegadas Jannira Laranjeira e Ana Cristina Feldner.

Conforme noticiado pelo , as ivestigações revelaram que Rogers Jarbas só se tornou secretário para ‘blindar’ líderes dos grampos. 

A denúncia das escutas ilegais foi feita pelo então secretário Mauro Zaque, que deixou o cargo na gestão do governador Pedro Taques (PSDB) por não concordar com o suposto esquema. Taques teria sido o maior beneficiário.

Os policiais militares envolvidos no esquema afirmam que partiu do tucano a ordem para montar o escritório de interceptações clandestinas para favorecê-lo nas eleições de 2014.

O cargo de Jarbas na Secretaria de Segurança, segundo o pedido de prisão, era ponto estratégico para que Taques conseguisse proteger, blindar ou atrapalhar todo processo de investigação referente à Grampolândia.

“A organização criminosa teria percebido que para a manutenção da mesma e preservação de seus integrantes, ter um Secretário de Estado de Segurança Pública que gozasse da confiança da ORCRIM tornou-se prioridade. Assim, por um breve espaço de tempo, cerca de três meses, o cargo foi ocupado pelo então promotor Fábio Galindo, que participou do secretariado de Mauro Zaque. Porém, na sequência, houve a nomeação de Rogers Jarbas, com o nítido intuito de proteger a organização criminosa, fechando o flanco que havia”, consta na denúncia.

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