DA REDAÇÃO
A Prefeitura de Cuiabá informou que irá cumprir a ordem judicial e afastar do cargo o secretário de Educação do Município, Alex Vieira Passos, que é alvo da Operação Overlap, deflagrada nesta terça-feira (23), pela Polícia Civil, por desvio ou recebimento ilícito de quase R$ 1 milhão a partir de uma obra em creche municipal.
Até a manhã desta terça-feira, o prefeito Emanuel Pinheiro não havia se manifestado a respeito.
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A ordem de afastamento do secretário partir da Sétima Vara Criminal da Capital. A Polícia Civil cumpriu mandato de bisca e apreensão contra Alex Vieira e ainda outras oito ordens de busca e apreensão. A operação ocorre com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
De acordo com a investigação, em 2017, o então secretário municipal de Educação teria recebido valores indevidos por meio de suas empresas, sendo posteriormente detectado se tratar de empresas ligadas diretamente ao atual secretário no cargo.
Analistas identificaram que uma empresa contratada no ano de 2017 para a reforma da creche CMEI – Joana Mont Serrat Spindola Silva, localizada no bairro CPA III, em Cuiabá, teria como real proprietário o atual secretário municipal de educação, que foi o ordenador de despesas responsável por determinar a maior parte dos pagamentos relacionados ao contrato (178/2017).
De acordo com as investigações, o contrato nº 178/2017 teria por objetivo concluir a obra iniciada por meio do contrato nº 5979/2012, porém durante as análises, de imediato, foi detectado provável duplicidade de itens licitados. Os valores chegam à monta de R$ 249.451,00 em custos executados no contrato 178/2017, que já constavam como executados no contrato 5979/2012, porém foram executados novamente de forma integral ou parcial.
Em análise das informações, se somados o valor do contrato nº 5979/2012 (R$ 1.208.321,93), com o valor pago no contrato nº178/2017 (R$1.096.248,81), chega-se ao valor total de R$ 2.304.570,74, para uma obra que tinha como custo inicial R$ 1.432.300,00, ou seja, uma diferença de R$ 872.270,74, superando em pouco mais de 60% do valor inicialmente licitado em 2012.
Os investigadores buscam, agora, localizar novos elementos que vinculem os suspeitos às empresas, bem como documentos que indiquem a prática de atos ilícitos antecedentes à lavagem de capitais, vez que restou identificado movimentação suspeita de R$ 1 milhão.
As investigações indicam o cometimento dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa, cujas penas somadas ultrapassam os 20 anos de reclusão.













