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O delator Silvio Corrêa não explicou porque queria filmar alguns deputados especificamente.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
No áudio gravado pelo ex-secretário de Indústria e Comércio, Alan Zanata, o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa (PMDB), Silvio Corrêa, afirmou que queria ter filmado os deputados estaduais Pedro Satélite (PSD) e Sebastião Rezende (PSC) e o ex-deputado José Riva, pegando dinheiro de propina.
Silvio: Quando resolveu fazer essas filmagens... eles... eu fiquei sabendo um dia antes, que eles iriam lá fazer uma operação, que ele tava saindo.
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Alan: Quem ia fazer operação?
Silvio: Os deputados. Daí, eles foram todos lá. Eu não lembro que mês que foi. Só sei que foram todos lá, todos eles. Um que estava na reunião lá, eu arrumei uns R$ 450 mil, não sei quanto foi. Aí, assim, eles saíram da reunião e não... não foi escolhida. Ah, vem Emanuel. Ah, vem João. Foi... eu queria pegar o Pedro.
Alan: Qual Pedro?
Silvio: Pedro Satélite, isso que... Queria pegar o Sebastião Rezende, não peguei. Queria pegar o Riva, não peguei. Porque, assim, era na sede. Aí, pronto, primeiro que entra é o Luiz Marinho, (...), já me desmontou.
Ainda de acordo com Silvio, as filmagens foram feitas de uma sequência única, sem cortes, e em um único dia. Ele afirmou que chegaram a 16 parlamentares gravados.
O delator, no entanto, não explicou a Alan porque queria filmar alguns deputados especificamente.
O áudio foi gravado por Zanatta em uma visita a casa de Silvio, que está em prisão domiciliar desde julho deste ano. As gravações foram apreendidas pela Polícia Federal na casa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), durante busca e apreensão na Operação Malebolge.
Filmagens
Deputados estaduais foram filmados por Silvio supostamente recebendo propina para apoiar a gestão Silval Barbosa. Na delação, o ex-governador afirmou que R$ 600 mil foram pagos aos parlamentares.
Nas imagens, é possível ver diversos deputados pegando R$ 50 mil em dinheiro. Emanuel Pinheiro enche os bolsos do paletó com dinheiro. Já José Domingos Fraga (PSD) e Ezequiel Fonseca (PP) colocam os valores em uma caixa.
As filmagens foram entregues por Silvio ao Ministério Público Federal para reforçar o acordo de delação premiada.












