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18 de Novembro de 2022, 07h:00 - A | A

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Dilmar: PEC dos Aposentados que tramita na AL é inconstitucional

A PEC prevê isentar aqueles servidores que recebem menos que o teto do INSS, correspondente a R$ 7.082,22. Atualmente, são isentos apenas os que recebem até R$ 3 mil.

Repórter MT

"Qualquer lei que impacte no orçamento tem que ser de iniciativa do Executivo", declarou Dilmar.

"Qualquer lei que impacte no orçamento tem que ser de iniciativa do Executivo", declarou Dilmar.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



O líder do Governo de Mato Grosso na Assembleia Legislativa, o deputado Dilmar Dal Bosco (União Brasil) alertou na manhã desta quarta-feira (16), que a Proposta de Emenda Constitucional 07/2022, conhecida como PEC dos Aposentados, que pretende isentar aposentados e pensionistas da cobranças de alíquota previdenciária, é inconstitucional.

O texto apresentado por lideranças partidárias está em tramitação na Casa de Leis desde agosto e prevê isentar aqueles servidores que recebem menos que o teto do INSS, correspondente a R$ 7.082,22. Atualmente, são isentos apenas os que recebem até R$ 3 mil.

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A Assembleia aguarda uma proposta alternativa do Governo do Estado até o final de novembro para somente então colocar a matéria em votação. O presidente da Casa, Eduardo Botelho (União Brasil), deu um ultimato na semana passada, ao afirmar que se o estado não encaminhar uma proposta, ele colocará o texto atual para votação.

Para Dal Bosco, isso seria inconstitucional tendo em vista que não é uma decisão restrita ao legislativo, mas que envolve Conselho da Previdência e também o Tribunal de Justiça.

"O presidente [deputado Eduardo Botelho] disse que se não houver proposta do governo, vai submeter a votação do Plenário. Isso é inconstitucional. Não é uma decisão restrita à Assembleia Legislativa. Isso envolve o Conselho da Previdência, que é composto pelo Ministério Público, Tribunal de Justiça, Governo do Estado e outros. Além disso, qualquer lei que impacte no orçamento tem que ser de iniciativa do Executivo", declarou.

O líder do governo afirmou ainda que, como não foi apresentado nenhum estudo de impacto financeiro de qual seria o déficit orçamentário, aprovar a matéria do jeito que está causaria um impacto grande nos cofres públicos.

“Toda vez que a reforma é alterada, é gerado um déficit previdenciário muito grande em Mato Grosso. Nós fizemos algumas alterações e mesmo assim ainda há um déficit orçamentário. Essa é a preocupação do governo. Se [a assembleia] quer votar a PEC assim mesmo, eu não posso impedir. Mas o que tenho feito é tentar levar uma PEC que tenha legalidade para votação”, afirmou.

Uma equipe técnica do MTPrev deve ir até o Parlamento nesta semana para tratar com a Comissão de Fiscalização sobre o impacto que a PEC vai representar. A partir dos dados, os deputados poderão apresentar uma nova proposta para o Governo. A expectativa é que o assunto seja resolvido até final do mês.

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