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02 de Junho de 2017, 17h:50 - A | A

PODERES / AMEAÇA AO GOVERNADOR

Delegada diz a secretário que fez grampos para investigar denúncia de Paulo Taques

A delegada Alana Cardoso esclarece que nunca manteve contato com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, nem recebeu dele pedido sobre os grampos, reforçando que as interceptações foram feitas por iniciativa própria.

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A delegada Alana Cardoso atualmente responde pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

A delegada Alana Cardoso atualmente responde pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

ALCIONE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO



A delegada da Polícia Civil, Alana Cardoso, isentou o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, de ter dado ordem para “grampear” aparelhos telefônicos de qualquer pessoa, mas admitiu que ele solicitou ao departamento de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) investigação de suposto risco à vida do governador Pedro Taques (PSDB).

Alana Cardoso, hoje lotada na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em 2015, respondia pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil. A isenção a Paulo Taques ocorreu durante depoimento prestado ao secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, no dia 26 de maio.

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Ela explica que a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil recorria à interceptação telefônica, em parceria com promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), no monitoramento de membros de organizações criminosas identificados nos presídios do Estado, por meio da Força Tarefa de Inteligência (Forti). Outra atuação do grupo seria preservar a integridade do governador.

“Essa operação foi considerada altamente sigilosa e por isso não foi dada ciência a nenhum servidor da inteligência”, diz trecho do depoimento colhido.

Os áudios produzidos a partir dessas interceptações eram ouvidos por servidores da Polícia Judiciária Civil e da Polícia Militar, além de agentes penitenciários.

Segundo o depoimento da delegada, a então secretária-adjunta de Inteligência, delegada Alessandra Saturnino, suspeitou haver ameaça à integridade física do governador Pedro Taques pedindo apuração dos fatos da maneira mais discreta possível.

Desta conversa surgiram os nomes da então secretária de gabinete da Casa Civil, Caroline Ariane Mariano, e da interlocutora Tatiana Sangalli, como alvos da operação. Alana esclarece que nunca manteve contato com Paulo Taques e nem recebeu dele pedido sobre os grampos e reforça que as interceptações foram feitas por iniciativa própria.

“Essa operação foi considerada altamente sigilosa e por isso não foi dada ciência a nenhum servidor da inteligência”, diz trecho do depoimento colhido.  

A convocação de Alana Cardoso foi feita por Rogers Jarbas, após um ofício da juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Arruda, ser encaminhado à Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça. A magistrada disse que suspeitava que dois telefones poderiam ter sido  grampeados de forma ilegal, por meio de pedidos concedidos na Vara, no âmbito na “Operação Forti”, que nem chegou a ser deflagrada.

Procuradas para confirmar as informações nem a PJC nem a Sesp quiseram se posicionar, já que o caso está sendo apurado pela Corregedoria Geral da Polícia Civil. 

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