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01 de Junho de 2017, 09h:58 - A | A

GERAL / VEJA OFÍCIO

Delegada culpa ex-adjunta de Mauro Zaque por 'grampos' na Polícia Civil

As informações foram repassadas em ofício do secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, ao delegado-geral da Polícia Civil, Fernando Spinelli, baseadas em depoimento da delegada da Polícia Civil, Alana Cardoso

RepórterMT

A delegada Alana Cardoso prestou depoimento na Secretaria de Segurança Pública esta semana.

A delegada Alana Cardoso prestou depoimento na Secretaria de Segurança Pública esta semana.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



A delegada Alana Cardoso responsabilizou o delegado da Polícia Civil, Flávio Stringueta, e a ex-secretária-adjunta de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurançam Pública (Sesp), Alessandra Saturnino, pelas interceptações telefônicas clandestinas na Polícia Civil. Segundo o secretário, os dois coordenavam o esquema “barriga de aluguel” na corporação.

As informações foram repassadas ao atual secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, e ao delegado-geral da Polícia Civil, Fernando Spinelli, em depoimento, por Alana Cardoso, na tarde de quarta-feira (31). Pouco depois de Stringueta ser anunciado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso como o responsável pela condução das investigações contra os “grampos” ilegais nos âmbitos das Polícias Civil e Militar e do Ministério Público Estadual.

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Conforme o depoimento da delegada, Alessandra criou uma “central paralela” de escutas dentro da Secretaria. Alessandra Saturnino foi adjunta na gestão do promotor Mauro Zaque na Sesp, em 2015. Junto a ela, trabalhavam sete analistas, que tinham acesso às escutas.

“Sendo constituída uma força-tarefa composta por integrantes das agências de inteligência da Polícia Civil, Polícia Militar, Sesp e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, cuja coordenação ficou a cargo da delegada de polícia Alessandra Saturnino”, informou Alana, no depoimento.

“Sendo constituída uma força-tarefa composta por integrantes das agências de inteligência da Polícia Civil, Polícia Militar, Sesp e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, cuja coordenação ficou a cargo da delegada de polícia Alessandra Saturnino, à época secretária-adjunta de Inteligência, tendo as estações de trabalho e de monitoramento sido implantadas na Sesp”, informou Alana, no depoimento.

A delegada prestou esclarecimentos depois que a juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, apontou ter sido ela a responsável pelas interceptações de dois números telefônicos de ex-funcionárias da Casa Civil, Tatiana Sangalli e Caroline Mariano, durante a Operação Forti, “sem que fosse produzido relatório técnico expondo os motivos das interceptações e sem qualquer relação com atividades ilícitas por membros de organizações criminosas, atuantes em presídios do Estado”.

Alana pontuou que os números das duas mulheres foram, em seguida, separados da operação e passaram a ser monitorados, via Guardião, por um único analista, Rafael Meneguini, em uma outra operação, denominada “Pequi”.

Na Operação Forti, Tatiana foi denominada “Dama Lora” e Caroline era “Amiguinha”. No caso desta operação, a autorização para as escutas foram concedidas pela juíza Selma, em fevereiro de 2015.

Um mês depois, os nomes e números delas foram incluídos em outra operação, a “Querubim”, que investigou a existência de uma suposta organização criminosa, articulada pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro e que armava contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB).

A denúncia da organização teria sido recebida por Stringueta através de uma denúncia anônima feita de um orelhão. No entanto, a delegada Alana, afirmou que era uma “história cobertura”, criada pelo delegado.

“Segundo Alana, após ouvir os áudios dos terminais móveis (...) e (...), manteve contato com delegado de polícia Flávio Stringueta, à época titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado, a quem noticiou todos os fatos relacionados às Operações Forti e Pequi, bem como o que havia sido detectado nos áudios, sendo acertado, nesta oportunidade, que o último representaria pela interceptação telefônica dos citados terminais móveis, tendo, para tanto, segundo conta dos autos do Inquérito Policial n° 019/2015/GCCO, alegado que soube dos fatos por meio de denúncia anônima realizada por meio de um orelhão público, quando, segundo consta, os fatos chegaram ao seu conhecimento por Alana, o que gerou, conforme divulgado na imprensa, a Operação Querubim”, relatou.

Confira abaixo o documento encaminhado pelo secretário:

Álbum de fotos

RpMT/Reprodução

RpMT/Reprodução

RpMT/Reprodução

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jose de faria lima 01/06/2017

O importante é tirar o foco de quem mandou, isso sim...

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JOÃO 01/06/2017

É ISSO AI, UM ENTREGA O OUTRO, PÕE A CULPA NO OUTRO, JÁ JÁ ESTÃO TODOS SENDO CULPADOS, UNS COM PARTICIPAÇÃO MAIOR OUTROS MENOR, MAS O IMPORTANTE É PASSAR A LIMPO.

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2 comentários