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02 de Junho de 2017, 10h:25 - A | A

PODERES / ISENTOU PAULO TAQUES

Ex-secretário denunciou ameaça de morte ao governador, diz delegada sobre grampos

A delegada da Polícia Civil, Alana Cardoso, revelou que ex-secretário da Casa Civil do Estado, Paulo Taques, temia por sua vida e do primo, o governador Pedro Taques.

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O ex-secretário da Casa Civil do Estado, Paulo Taques, denunciou que duas funcionárias da Casa Civil, Tatiana Sangalli e Caroline Mariano, estariam diretamente ligadas ao ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

O ex-secretário da Casa Civil do Estado, Paulo Taques, denunciou que duas funcionárias da Casa Civil, Tatiana Sangalli e Caroline Mariano, estariam diretamente ligadas ao ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



A delegada da Polícia Civil, Alana Cardoso, revelou, em depoimento, que os pedidos de interceptações de dois números de telefones, no âmbito da Operação Forti, foram feitos pelo ex-secretário da Casa Civil do Estado, Paulo Taques.

Segundo Alana, Taques teria denunciado que duas funcionárias da Casa Civil, Tatiana Sangalli e Caroline Mariano, estariam diretamente ligadas ao ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que tramava contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB) e do próprio ex-secretário, uma vez que Tatiana seria amante de Paulo Taques e Caroline sua secretária.

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O depoimento dado por Alana à Secretaria de Segurança Pública (Sesp) no último dia 26 de maio, revelou que Paulo Taques temia por sua vida e do primo, já que as duas ex-assessoras tinham conhecimento profundo de sua rotina e família.

Alana contou que em maio de 2015 foi chamada pela ex-secretária-adjunta de Inteligência da Sesp, Alessandra Saturnino, que confidenciou a denúncia do ex-secretário e pediu providências do caso.

“Que aproximadamente no mês de março, não se recordando ao certo, a delegada foi chamada à secretaria-adjunta de Inteligência pela então secretária, Alessandra Saturnino, a qual lhe relatou que havia uma ameaça ao governador do Estado, Pedro Taques, e que precisava que fosse apurado pela inteligência da maneira mais discreta possível, dada a sensibilidade”, pontuou a delegada, em trecho do depoimento.

A delegada afirmou que na ocasião, dada a urgência do caso, pediu as interceptações dos números das ex-assessoras, inserindo-os no bojo da Operação Forti, pois “não havia meio mais eficiente de garantir a segurança do governador e do secretário”.

“Os áudios foram implantados em separado dentro da Forti, sendo que no Guardião a operação foi batizada de Pequi, como um apêndice da Forti, sendo direcionado os áudios para um único analista, ligado à Sesp, Rafael Meneguini”, contou Alana.

Os áudios receberam tratamento especial e surtiram em uma operação paralela, denominada de “Pequi”.

“Os áudios foram implantados em separado dentro da Forti, sendo que no Guardião a operação foi batizada de Pequi, como um apêndice da Forti, sendo direcionado os áudios para um único analista, ligado à Sesp, Rafael Meneguini”, contou Alana.

No depoimento, a delegada afirmou ainda que os resultados da Operação Pequi formataram um relatório, encaminhado à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), coordenada à época pelo delegado Flávio Stringueta.

Dessa forma, foi deflagrada a Operação Querubim pela GCCO, que durou 45 dias e monitorou os telefones das duas mulheres. Segundo Alana, ela e Stringueta monitoraram pessoalmente os telefones, por meio do sistema “Siga-me”. A delegada explicou que ouviu as ligações de Tatiane e Stringueta acompanhou os movimentos de Caroline.

Alana declarou ao final do depoimento “que não houve qualquer uso inadequado dos áudios captados no período inicial na operação Forti, que se tratava de ameaça a vida do governador e do secretário chefe da Casa Civil e que como responsável pela inteligência da PJC na época a declarante acredita que realizou o seu dever funcional, que acredita que não havia na ocasião meio mais eficiente de garantir a segurança do governador e do secretário; que a medida foi realizada em caráter de urgência e somente até que fosse formalizada a documentação necessária a formal instauração de inquérito”.

Ela ainda destacou que cumpriu seu dever funcional e que não houve “dolo” de fraudar ou violar a comunicação telefônica mas, unicamente, uma ação estratégica para garantir a segurança das autoridades máximas do Estado.

 

A assessoria da Polícia Civil informou que a Corregedoria Geral da corporação está reunindo todos os documentos do fato e deve notificar as pessoas envolvidas para prestar esclarecimentos.

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Tarda mas não falha 02/06/2017

A justiça divina tarda mas não falha ! A quase 20 anos atrás o Sr. ADEvogado Paulo Taques me disse uma frase, "Tudo que vc assinou rindo, vou te fazer cumprir chorando " . Olha só que coisa né? Hoje o cara é capa de todos os jornais e está cada vez mais se complicando. OOh Glória !!!! Justiça divina veio a galope !!!

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Humberto 02/06/2017

Fez barriga de aluguel sem inquérito, sem processo, sem porra nenhuma? O que essa turma está fazendo solta por aí? Tinha que prender essa galera, né?

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2 comentários