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Segundo Emanuel Pinheiro, desde que seja conduzida com responsabilidade e imparcialidade, a investigação é um grande serviço prestado à população.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), afirmou ver com naturalidade a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) pelos Legislativos estadual e municipal. Para ele, a CPI pode ser um instrumento qualificado para inocentar ou condenar um Governo.
“Ninguém quer uma CPI, essa é a verdade, mas também não é nenhum ‘bicho de sete cabeças’. Todos os governos, até os mais populares e democráticos, sempre enfrentam alguma CPI, seja em nível estadual ou municipal”, disse Emanuel.
Tanto Emanuel quanto o governador Pedro Taques (PSDB) deverão enfrentar investigações em 2018. A Câmara de Vereadores abriu uma CPI para averiguar o vídeo em que o prefeito aparece recebendo suposta propina para apoiar a gestão do ex-governador Silval Barbosa, quando era deputado estadual.
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Já Taques, deverá responder aos deputados estaduais a respeito de supostos desvios de recursos de fundos estaduais para cobrir outras despesas do Estado, como folha de pagamento e saúde.
“Ninguém quer uma CPI, essa é a verdade, mas também não é nenhum ‘bicho de sete cabeças’. Todos os governos, até os mais populares e democráticos, sempre enfrentam alguma CPI, seja em nível estadual ou municipal”, disse Emanuel.
Segundo ele, desde que seja conduzida com responsabilidade e imparcialidade, a investigação é um grande serviço prestado à população.
“A CPI não só condena, pelo contrário, ela pode ser o fórum competente para mostrar que determinado Governo está fora daquela situação. Pode ser um salvo-conduto e chegar à conclusão de que o acusado pode ser inocente”, pontuou o prefeito.
Emanuel foi convidado pelos membros da “CPI do Paletó” a prestar esclarecimentos, porém, ainda aguarda orientação de sua defesa para decidir se comparecerá em audiência na Câmara.
“A CPI faz parte do processo e deve ser respeitada, mas estou dando prioridade ao processo judicial e será lá que vou provar minha inocência”, concluiu.












