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10 de Julho de 2024, 07h:00 - A | A

PODERES / PREFEITURA DE CUIABÁ

Conselheiro reforça posição pela reprovação de contas: "Tenho convicção que fiz um voto correto"

Outro conselheiro, único que votou favorável a Emanuel, Valter Albano, suspendeu julgamento anterior ao receber recurso de Emanuel Pinheiro.

Tony Ribeiro

Antonio Joaquim disse que dificilmente mudará de posição no caso das contas da Prefeitura de Cuiabá.

Antonio Joaquim disse que dificilmente mudará de posição no caso das contas da Prefeitura de Cuiabá.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



O conselheiro Antonio Joaquim, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), disse, nessa terça-feira (09), que dificilmente mudará de posição com relação às contas da Prefeitura de Cuiabá do exercício de 2022 e que o plenário do TCE deve tomar uma decisão definitiva em até 30 dias. Foi ele o relator que propôs a reprovação das contas, que foi reprovada em plenário por 6 votos a 1, em dezembro do ano passado.

Em seu voto, Antonio Joaquim apontou a existência de R$ 1,2 bilhão de dívidas na Prefeitura da Capital. Além disso, afirmou que as contas da saúde no município “não fecham”, especialmente os gastos em razão da pandemia de covid-19, mesmo com os recursos destinados pelo Governo Federal.

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Conforme os valores apontados no voto do relator, a União repassou para a Prefeitura R$ 411 milhões, mas a administração municipal gastou apenas R$ 176 milhões. O valor restante, R$ 235 milhões, “sumiu” dos cofres públicos.

O único voto favorável a Emanuel Pinheiro foi do conselheiro Valter Albano, o mesmo que acolheu recurso do prefeito, suspendendo a decisão do plenário, impedindo a Câmara Municipal de Cuiabá de apreciar o parecer e abrindo a possibilidade de os conselheiros reverem a decisão tomada anteriormente.

“A decisão que foi tomada lá atrás na votação de 6 a 1aprovando o meu voto, emitindo um parecer contrário às contas de governo da Prefeitura de Cuiabá, continua igual. O que nesse momento ocorre é que ele está com um recurso previsto em lei, no Estado Democrático de Direito”, disse o conselheiro em conversa com a imprensa.

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“Um conselheiro não tem autoridade de mudar uma decisão do plenário. Então tem que levar [o recurso] ao plenário e eu acho que agora está findando o prazo de defesa e vai ao plenário para definir de forma definitiva. Confirma a votação de 6 a 1 ou muda-se o relator do recurso propondo a mudança. Da minha parte eu tenho convicção, pelo que eu fiz, tenho a consciência tranquila de que fiz um voto correto, tanto que cinco conselheiros me acompanharam e deu 6 a 1 no resultado final”, acrescentou.

Na Câmara de Cuiabá, a tramitação das contas do gestor municipal voltou à estaca zero. Isso, porque o Legislativo municipal não pode dar início à apreciação das contas do prefeito sem que o julgamento seja concluído na Corte de Contas Estadual. Mas há pressão dos vereadores para que o TCE conclua logo essa análise.

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Antonio Joaquim explica que não existe um prazo definido para que o assunto seja levado para o plenário. Ele cita um projeto de sua autoria para mudar a o regimento interno do TCE para que esse prazo seja de no máximo 15 dias. Enquanto essa mudança não passa a valer, espera-se que o caso das contas de Cuiabá seja resolvido dentro de um mês.

“Eu acho que a Câmara tem razão de cobrar, mas hoje a legislação não define com clareza esse prazo. Tanto que eu apresentei uma emenda ao regimento definindo no máximo 15 dias, mas essa emenda ainda não foi aprovada e quando aprovada vai valer para o futuro, não para o passado. Mas eu acho que já está notificado o prefeito para apresentar novos documentos e espero que em 30 dias, 40 dias no máximo, isso esteja resolvido”, concluiu o conselheiro.

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