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08 de Fevereiro de 2017, 18h:55 - A | A

PODERES / ILUMINAÇÃO DE CUIABÁ

Conselheiro do TCE manda suspender contrato de R$ 712 milhões

Luiz Carlos Pereira apontou indícios de superfaturamento no contrato assinado no ano passado pelo então prefeito Mauro Mendes

Reprodução

Cuiabá teria 65 mil pontos de luz trocados por LED

Cuiabá teria 65 mil pontos de luz trocados por LED

DA REDAÇÃO



O conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Luiz Carlos Pereira, decretou a suspensão do contrato da Prefeitura de Cuiabá com o Consórcio Cuiabá Luz, com sede na Bahia. O contrato foi assinado pelo ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), no ano passado, após a concorrência pública 001/2016.

A decisão, é liminar, ou seja, ainda pode ser derrubada. A determinação foi publicada no Diário Oficial de Contas, nesta quarta-feira (8), atendendo pedido do Ministério Público de Contas (MPC).

O polêmico projeto prevê que o consórcio execute uma parceria público-privada (PPP) para a troca das lâmpadas antigas da cidade por pontos de LED. São 65 mil ao todo para ser trocados. Pereira apontou indícios de irregularidades na licitação, como possível sobrepreço.

“Determinar à Secretaria Municipal de Gestao de Cuiabá, na pessoa de seu gestor, o Sr. Rafael de Oliveira Cotrim Dias, à Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Cuiabá, na pessoa de seu gestor José Roberto Stopa, e à Prefeitura Municipal de Cuiabá, na pessoa de seu gestor, o Sr. Emanuel Pinheiro, que, de modo a aferir o atendimento aos princípios da legalidade, finalidade, eficiência e economicidade”, disse o conselheiro em trecho da decisão.

Conforme o já havia divulgado na sexta-feira (3), o conselheiro Luiz Carlos Pereira já havia mandado intimar os secretários Rafael Cotrim e José Roberto Stopa para que eles prestassem explicações sobre irregularidades no processo de aprovação da Parceria Público-Privada (PPP) da iluminação pública da Capital, cujo contrato remonta a R$ 712 milhões.

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Na mesma determinação, havia ficado estipulado o prazo de cinco dias para que Cotrim e Stopa fornecessem cópias de documentos referentes ao certame e ao contrato com o grupo baiano.

O consórcio Cuiabá Luz é formado pelas empresas FM Rodrigues e Cia, Cobrasin Brasileira e Sativa Engenharia.

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