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30 de Julho de 2018, 20h:26 - A | A

PODERES / EXECUTOR DOS GRAMPOS

Cabo Gerson teme ameaças e quer pedir proteção policial

Cabo da PM Gerson Correa revelou, em depoimento à Justiça, ter sido um dos operadores das escutas ilegais em Mato Grosso.

RepórterMT

Cabo Gerson durante depoimento no Fórum de Cuiabá.

Cabo Gerson durante depoimento no Fórum de Cuiabá.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



O cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa deve pedir proteção policial por ter confessado participação no esquema das escutas clandestinas em Mato Grosso. A confissão ocorreu durante a madrugada de sábado (28), em depoimento ao juiz Murilo Mesquita, na 11ª Vara Militar do Fórum de Cuiabá.

Nesta terça-feira (31), a defesa de Gerson, feita pelo advogado Neyman Monteiro, irá avaliar como será solicitada a medida protetiva para o cabo da PM. Umas das possibilidades é que a Justiça conceda a escolta policial.

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Gerson teme pela vida depois de ter dado os detalhes de como funcionavam os grampos ilegais. Ele afirmou no depoimento que interceptou ilegalmente números de telefones de advogados, jornalistas e adversários políticos do governador Pedro Taques, a mando do coronel Zaqueu Babosa, que também é réu na ação. Zaqueu nega participação no esquema. 

Pelo fato de Gerson ser réu, ele perdeu o direito de andar armado. Ele foi solto em março deste ano, depois de ficar nove meses preso na sede da Ronda Ostensiva Tático Metropolitana (Rotam), em Cuiabá. 

Além de Gerson, são réus na ação dos grampos ilegais os coronéis Ronelson Barros, Janeiro Batista, Zaque Barbosa e o ex-comandante da PM, Zaqueu Babosa. 

‘Declarações bombásticas’ 

Em seu depoimento, cabo Gerson afirmou que o governador e o ex-secretário Paulo Taques seriam os “donos” dos grampos. 

Utilizando a modalidade conhecida como “barriga de aluguel”, policiais militares teriam interceptado ilegalmente telefones da deputada estadual Janaína Riva (MDB), do advogado eleitoral José do Patrocínio, do desembargador aposentado José Ferreira Leite, entre outros profissionais. 

De acordo com Gerson, o objetivo das interceptações era político.

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Júlio 30/07/2018

A família Taques usou os grampos ilegais mesmo antes de assumir o poder para tirar o Silval Barbosa do poder e desmoraliza-lo para assumir o controle do mesmo grupo político. A manobra de tomar o PSD, partido do Riva demonstra claramente isso. Quando assumiu o governo usou os grampos para se antecipar a possíveis investigações, tanto é que o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, jornalistas, membros do Tribunal de Contas e deputados foram grampeados. Paralelamente criou um esquema sistemático de corrupção com diversas frentes, destinação de verbas da Cultura (20 milhões sob investigação), licitações da Seduc (56 milhões desviados segundo dados levantados pelo Ministério Público), superfaturamento de pontes através de Regime Diferenciado de Contratação em torno de 40 milhões), tentativa frustrada de firmar um contrato com a mesma empresa ré de corrupção na obra do VLT para a conclusão com superfaturamento de DUZENTOS MILHÕES, que só não se consolidou por causa da intervenção do Ministério Público.

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