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16 de Outubro de 2018, 19h:54 - A | A

PODERES / PEDIU PARA NÃO SER PRESO

Cabo Gerson confessa ida à boate; briga com a mulher seria motivação

Operador de grampos justifica que só foi ao local para levá-la de volta para casa, depois de uma discussão do casal.

RepórterMT/Reprodução

Cabo Gerson (centro) com seus advogados durante depoimento na 11ª Vara  Criminal Militar do Fórum de Cuiabá

Cabo Gerson (centro) com seus advogados durante depoimento na 11ª Vara Criminal Militar do Fórum de Cuiabá

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



O cabo Gerson Correa confessou à Justiça que violou medidas cautelares ao frequentar a casa de show Malcom Pub, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, no último dia 30 de agosto. Ele pede para não ser preso novamente, com base nos princípios da “razoabilidade e proporcionalidade”.

Gerson é réu confesso no processo que investiga um esquema de grampos ilegais no Estado. Ele é considerado pelo Ministério Público Estadual (MPE) peça chave para desvendar o esquema que interceptou ilegalmente políticos, jornalistas e advogados, de 2014 a 2017.

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Em sua defesa – protocolada na 11ª Vara Criminal de Cuiabá – o cabo argumentou que foi ao Malcom para buscar a sua esposa depois de um desentendimento entre os dois.

“Foi uma ríspida discussão familiar ocorrido com sua esposa horas antes na residência do casal, e que culminou com a ida dela naquele estabelecimento, sem portar qualquer documentação e sem dinheiro, totalmente despontada e com nervos à flor da pele”, justificou a defesa do militar, patrocinada pelo advogado Neyman Augusto Monteiro.  O documento não dá detalhes do motivo da briga.

O cabo afirma que entrou no estabelecimento por volta de uma 1h30 e ficou no local por cerca de uma hora com o objetivo de levar a esposa para  casa.

"Esse episódio, infelizmente, instigou o deslocamento imediato, impensado e desastroso do acusado em companhia de um casal de amigo da família até o local (Malcon Pub) para acalmar os ânimos da sua esposa, remover as ideias despontadas e buscá-la daquele ambiente, a todo custo. E isso de fato aconteceu", enfatiza a defesa.   

"Esse episódio, infelizmente, instigou o deslocamento imediato, impensado e desastroso do acusado em companhia de um casal de amigo da família até o local (Malcon Pub) para acalmar os ânimos da sua esposa", diz a defesa do cabo

Em setembro, quando o MPE denunciou a violação das cautelares, a defesa do cabo Gerson chegou a negar a ida dele à casa de shows. No entanto, o documento afirma que foi necessário reconhecer o erro, pois a verdade “sempre é o melhor caminho a seguir”.

"Os argumentos narrados anteriormente na tentativa de desfazer a ida do acusado à casa noturna Malcom Pub, na noite do dia 30.08.18, não serão levado adiante pela defesa, notadamente pelo acusado, por entendermos que proferir a verdade sempre é o melhor caminho a seguir, bem como a manutenção da verdade".

A defesa destacou ainda que Gerson tem colaborado com a Justiça, principalmente com as informações sobre os grampos ilegais operados em Mato Grosso, "no sentido de identificar todos os autores e as circunstâncias dos fatos".

Apesar da violação da medida cautelar, a defesa pede que Gerson continue respondendo ao processo em liberdade, "pelos motivos e fato exposto, invocando a confissão, aliados aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade impõe-se a manutenção da liberdade ao acusado".

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