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13 de Setembro de 2026

13 de Setembro de 2026, 15h:10 - A | A

POLÍTICA / ESCALA 6X1

Janaina Riva diz que redução de jornada deve considerar realidade de cada empresa: "Tem que ser tratado por segmento"

Durante sabatina com o setor produtivo em Cuiabá, candidata ao Senado avalia reflexos da jornada na saúde mental dos trabalhadores

RepórterMT

Janaina pondera sobre divergências entre empresas de pequeno e grande porte.

Janaina pondera sobre divergências entre empresas de pequeno e grande porte.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A deputada estadual e candidata ao Senado Federal Janaina Riva (MDB) defendeu que a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1 seja conduzida com cautela e adaptada às particularidades de cada setor econômico.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias, sem redução salarial. A matéria, que já passou por dois turnos na Câmara dos Deputados, ainda precisa enfrentar o crivo do Senado Federal em dois turnos de votação.

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Ao debater o impacto da proposta, Janaina afirmou que o desgaste físico e mental provocado pelo modelo atual de trabalho reflete diretamente na qualidade de vida e nas relações familiares, embora ressalve que a aplicação da medida não pode ocorrer de forma linear.

"Precisa, sim, haver a redução de jornada, mas isso tem que ser tratado por segmento, porque uma coisa é alguém que tem poucos funcionários e colaboradores, outra coisa são os que têm mil, dois mil e três mil colaboradores", ponderou.

As declarações foram dadas durante na quarta-feira (9), no evento Diálogo com Candidatos ao Senado Federal, promovido conjuntamente pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, que reúne a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), realizado na sede da Fiemt em Cuiabá.

Para Janaina, a alternativa mais viável para conciliar a proteção à sanidade mental do trabalhador, que, segundo ela, sofre os reflexos do esgotamento, sem sufocar o empreendedorismo é apostar na força das negociações coletivas intermediadas pelos sindicatos, adaptando a realidade operacional de pequenas e grandes empresas.

"A frente que vem crescendo no Brasil, inclusive em comum acordo com os trabalhadores, é a questão da negociação coletiva. Talvez seja um caminho e uma alternativa. Não se negocia só o trabalhador com o empregado, mas negociação coletiva zelada pelos sindicatos", concluiu.

Veja o vídeo:

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