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07 de Junho de 2024, 07h:00 - A | A

PODERES / “MP DO LEÃO”

Buzetti detona Medida Provisória do governo Lula que aumenta arrecadação: “Vai onerar novamente a produção”

Para senadora, MP vai deixar produtos essenciais para os brasileiros ainda mais caros.

Senado Federal

Buzetti defendeu devolver Medida Provisória do Governo Lula que pode aumentar os custos do setor produtivo.

Buzetti defendeu devolver Medida Provisória do Governo Lula que pode aumentar os custos do setor produtivo.

DO REPÓRTERMT



A senadora mato-grossense Margareth Buzetti (PSD) detonou a Medida Provisória 1227/2024, conhecida como “MP do Leão”, publicada pelo Governo Federal para impor restrições à compensação de créditos das contribuições ao PIS/Pasep e Cofins. A parlamentar defendeu que o Congresso derrube a medida.

Conforme Buzetti, a Medida Provisória custará R$ 60 bilhões para a indústria em 2025. Já o agro deverá ter um impacto de R$ 10 bilhões já neste ano. Além disso, a senadora disse que existe a possibilidade de produtos básicos registrarem aumento nos preços, como os combustíveis e até mesmo a carne.

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“Olha, para mim, é inaceitável essa medida provisória e o único recurso é devolvê-la, porque nós vamos falar novamente em desoneração da folha, que já foi discutida, já foi falada, já foi votada e vai onerar novamente a produção. A indústria estima, em dois anos, R$ 60 bilhões de prejuízo. O agro, só neste ano, R$ 10 bilhões. Os combustíveis vão ficar mais caros na bomba, a picanha vai ficar mais cara, a carne vai encarecer. Quer dizer, não dá para aceitar, quem paga sempre é o contribuinte. Para mim, é só devolver”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.

Uma Medida Provisória é um instrumento com força de lei promulgado pelo presidente da República em situações consideradas emergenciais e que tem um prazo de duração de 60 dias. Após esse período, se não for aprovada pelo Congresso Nacional, ela perde o valor.

O texto promulgado pelo governo estabele condições para a utilização de benefícios fiscais, limita a compensação de créditos relativos a tributos administrados pela Receita Federal e revoga a possibilidade de ressarcimento e de compensação de créditos presumidos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. A norma passou a valer no dia 4 deste mês.

Segundo o governo, essa mudança é necessária porque o regime anterior criava uma “tributação negativa” ou subvenção disfarçada para os contribuintes com grande acúmulo de créditos. O estoque atual de créditos nas empresas seria de R$ 53,9 bilhões.

O governo ainda alega que a MP é “indispensável” para reorganizar as contas públicas depois que o Congresso prorrogou até 2027 a desoneração da folha de pagamentos de empresas e municípios. A medida deverá reduzir a arrecadação em R$ 26,3 bilhões neste ano 2024, segundo o Ministério da Fazenda.

“As medidas, por terem um perfil confiscatório, são um retrocesso, impactando fortemente os recursos financeiros das companhias, ampliando custos e reduzindo a rentabilidade de toda a cadeia do agro, que é fundamental para garantir a segurança alimentar em todo o planeta, além de contribuir com o desenvolvimento social e econômico do país e para o superávit de nossa balança comercial”, criticou a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em nota.

(Com informações da Agência Câmara)

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Edy marcos 07/06/2024

Mas o que ela acha de taxar os bilionários, os lucros.....???

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1 comentários