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13 de Julho de 2022, 12h:52 - A | A

PODERES / EFEITO CONTO DO INFLUENCER

Botelho apoia projeto do Governo que proíbe verba a "realities" e outras festinhas

O ex-deputado Jajah Neves confinou 10 supostos influenciadores em uma casa em Várzea Grande e recebeu R$ 450 mil via emenda de Botelho na ALMT

Reprodução

Deputado Eduardo Botelho diz que projeto de Jajah Neves foi "imoral".

Deputado Eduardo Botelho diz que projeto de Jajah Neves foi "imoral".

LEANDRO MAIA
DO REPÓRTER MT



O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), disse que se tivesse “conhecimento real” do projeto apresentado pelo ex-vereador Jajah Neves, jamais teria aprovado a emenda parlamentar que destinou R$ 450 mil para realização do reality show “Casa Digital MT”, em junho deste ano.

Após a polêmica envolvendo o programa, que confinou 10 influenciadores em uma casa em Várzea Grande, com a suposta "ideia" de divulgar o turismo mato-grossense, Botelho endossou e vai incluir uma emenda ao Projeto de Lei encaminhado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) à Assembleia Legislativa, nessa terça-feira (12.07).

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O PL cria limites ao uso de emendas parlamentares e de recursos do próprio Governo para eventos culturais, impedindo a destinação de verbas para shows “milionários” e realities, como o que foi realizado com emenda do parlamentar.

Atualmente, os deputados aprovam a destinação dos recursos, mas a análise do projeto e a aprovação fica a critério das secretarias. A proposta do deputado é fazer com que o projeto, após aprovado tecnicamente, retorne para que os autores das emendas tenham conhecimento “detalhado” da aprovação final.

"Hoje, nós aprovamos apenas a destinação de recursos. A análise do projeto, a aprovação do projeto, é das secretarias. Acho que deve continuar assim. Quem tem que aprovar, tecnicamente, quem tem que analisar, é a secretaria pra dizer se aquele projeto atinge a finalidade, se aquele projeto é interessante, beleza. Mas, também o deputado tem que ter esse conhecimento, depois, do que foi aprovado lá. Porque, até então, o deputado destina recurso, ele não faz a aprovação do projeto”, explicou.

Quanto à relação com Jajah Neves, Botelho o classificou apenas como um apoiador autônomo.

“Jajah nunca fez parte do meu quadro funcional, ele é um apoiador autônomo. Ele continua me apoiando, mas lógico que teve um desentendimento. Eu acho que a emenda não foi boa. Não me senti usado, não. São ideias. Ele entende que é bom. Eu se tivesse conhecimento real dela, acho que não é boa. Entendo até agora que não é”, define.

Botelho também comentou o parecer técnico do Ministério Público Estadual, de que não houve problema de legalidade na aplicação da emenda ao reality show. Porém, o que fica em discussão, segundo Botelho, é a “moralidade” da proposta.

“Eu acho que é imoral. Eu, se tivesse conhecimento disso, não aprovaria. Ilegal não tem, mas existe esse problema que tem que voltar para o deputado, para ele tomar conhecimento se realmente é isso que ele quer. Aí sim vai dar responsabilidade também para o deputado”, conclui.

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