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30 de Setembro de 2026

30 de Setembro de 2026, 20h:02 - A | A

CIDADES / CRISE NOS GRAMADOS

Palmeiras descarta seguir Flamengo e não vai acionar sozinho o STF contra a proibição das bets

Clube admite participar de iniciativa conjunta; Flamengo recebeu autorização de Fux para atuar em processos sobre o setor.

ABC do ABC

Contrato de patrocínio do Palmeiras com a Sportingbet tinha duração prevista até o fim de 2027.

Contrato de patrocínio do Palmeiras com a Sportingbet tinha duração prevista até o fim de 2027.

DO REPÓRTERMT



O Palmeiras não pretende recorrer sozinho ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a medida provisória do governo Lula (PT) que proibiu as casas de apostas no Brasil. O clube paulista, porém, admite participar de uma mobilização conjunta com outras equipes.

Segundo o UOL, a posição foi relatada pelo repórter Flávio Latif no programa De Primeira, nesta quarta-feira (30). A decisão afasta, neste momento, uma iniciativa individual semelhante à do Flamengo, que solicitou participação em processos que discutem as apostas no país.

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A preocupação dos dirigentes envolve os efeitos da proibição sobre os contratos de patrocínio. No caso do Palmeiras, o acordo com a Sportingbet foi firmado com duração até o fim de 2027. Conforme a reportagem, parte da diretoria tinha resistência à associação com empresas de apostas antes de aceitar a parceria.

Enquanto o Palmeiras mantém essa posição, o Flamengo avançou na tentativa de contestar a medida. Também nesta quarta-feira, o ministro Luiz Fux autorizou a participação do clube carioca em três ações que tramitam no Supremo.

O Flamengo foi admitido como amicus curiae, expressão que significa “amigo da Corte” e permite apresentar informações e argumentos para subsidiar o julgamento. Essa autorização permite ao clube participar do debate, mas não representa uma decisão sobre a suspensão da proibição.

O time carioca defende uma liminar para interromper imediatamente os efeitos da medida provisória. Entre os argumentos apresentados, sustenta que a perda repentina dos patrocínios ameaça programas esportivos e modalidades que dependem dessas receitas, inclusive a preparação de atletas para os Jogos Olímpicos de 2028.

Publicada na sexta-feira (25), a MP 1.394/2026 proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa. O texto também prevê o encerramento das autorizações das empresas em 30 dias e estabelece regras para devolver o dinheiro dos usuários.

Segundo a Agência Senado, os apostadores poderão retirar voluntariamente os saldos nas plataformas até as 23h59 de 5 de outubro. Pelo cronograma da medida, os sites e aplicativos deverão ficar indisponíveis a partir de 6 de outubro.

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