ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
A presença de dores, inflamações ou desconfortos na região anal costuma levar muitos pacientes direto à farmácia em busca de alívio rápido. Contudo, a prática da automedicação pode mascarar sintomas e adiar o diagnóstico correto. A médica coloproctologista Naw Ally Risso destacou que o surgimento de incômodos na região precisa de avaliação médica detalhada, pois nem toda alteração se trata de hemorroida.
A especialista ressaltou que a "doença hemorroidária é particularmente muito frequente na população masculina" , mas enfatizou que o acompanhamento profissional é indispensável para a identificação exata do problema.
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"É importante ir a um coloproctologista para saber se é uma hemorroida ou que tipo de hemorroida é e como tratar isso", apontou.
De acordo com a médica, quando surgem sintomas na área externa, é comum o paciente presumir o diagnóstico sem saber que pode se tratar de outras patologias coloproctológicas. "Porque, muitas vezes, não é hemorroida, é outra coisa (...) pode ser fístula, fissura, plicoma, já vi de tudo".
A médica reforçou a importância da consulta presencial no momento em que os sintomas aparecem.
"Eu não condeno o paciente que, numa primeira crise, ele não procura o coloproctologista, mas o ideal é que quando ele está na crise que ele vai exatamente naquele momento. Por que? Porque daí a gente já consegue diagnosticar qual o mecanismo fisiopatológico", explicou.
Outro ponto destacado pela especialista diz respeito à forma de aplicação dos medicamentos tópicos analgésicos. A médica contraindica o uso dos aplicadores plásticos rígidos (bicos) que acompanham os tubos de pomada, pois o acessório pode causar ferimentos e agravamento da dor.
"Se for usar a pomada, não use o biquinho, use com o dedo", orientou a médica. Ela enfatizou ainda que "esse bico devia ser abolido".
Confira o vídeo:
Confira a entrevista na íntegra:












