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31 de Julho de 2017, 13h:47 - A | A

PODERES / GRUPO SOY

Autorizada quebra de sigilo bancário de sócia em golpe de R$ 50 milhões

A decisão é da Juíza Selma Arruda e atende ao pedido dos advogados Lázaro Moreira Lima e Irênio Lima Fernandes, irmão e o pai do ex-vereador de Cuiabá João Emanuel

RpMT/Reprodução

A empresária Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal é esposa do Walter Magalhães, os dois são considerados os maiores estelionatários de Mato Grosso.

A empresária Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal é esposa do Walter Magalhães, os dois são considerados os maiores estelionatários de Mato Grosso.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou a quebra do sigilo bancário da empresária Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal – investigada na Operação Castelo de Areia e acusada de comandar, juntamente com o marido Walter Magalhães, uma quadrilha que teria aplicado golpes de até R$ 50 milhões contra várias pessoas em Mato Grosso, através da empresa Soy Group.

A decisão da magistrada é do último dia 26 e atende ao pedido dos advogados Lázaro Moreira Lima e Irênio Lima Fernandes, irmão e o pai do ex-vereador de Cuiabá João Emanuel, acusado de ser um dos integrantes do esquema criminoso.

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Os documentos bancários e fiscais relativos aos acusados podem ser trazidos aos autos pela própria defesa, de forma mais rápida até do que se fossem requisitados pelo Judiciário, desonerando, ainda, o erário público. Assim sendo, faculto à Defesa juntar aos autos os documentos bancários e fiscais relativos aos acusados que entender pertinentes, no prazo de 15 (quinze) dias. (...)”, destacou a decisão.

Para conseguir a quebra do sigilo de Shirlei, os advogados alegaram que os dados da conta da empresária irão comprovar que os depósitos realizados pelas vítimas dos golpes não foram transferidos para as contas de nenhum integrante da família Moreira Lima.

Acusada de comandar golpes

Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal negou integrar a quadrilha comandada pelo marido durante o depoimento à juíza Selma Arruda. Ela afirmou que apenas que assinava documentos sem ler.

“Eu era praticamente uma sonâmbula. Não sei como era feito, nem porque estou sendo acusada. Sou muito leiga para essas coisas. Assinava sem ler, porque mesmo se lesse não entenderia nada”, afirmou.

Shirlei chegou a chorar durante o depoimento e declarou conhecer poucas pessoas que trabalhavam na empresa. Segundo ela, João Emanuel e a família possuíam salas na sede da empresa, localizada em Várzea Grande, mas não tinha contato pessoal com eles.

Para a magistrada, a acusada disse que nunca notou o aumento do patrimônio, nem comportamento estranho do marido.

“Ele ficava mais no celular e não queria ficar em cima. Não queria brigar com meu marido. Então não reparava sobre o que ele conversava ao telefone”, declarou.

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