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15 de Dezembro de 2016, 05h:30 - A | A

JUDICIÁRIO / MÁFIA NA SEDUC

Empresário deve ser alvo do Gaeco em operação sobre fraudes

Cumprimento de decretos darão continuidade 3ª fase da Operação Rêmorar, deflagrada na quarta-feira (14), com a prisão de Alan Malouf

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), deve cumprir, a qualquer momento, os demais decretos de condução coercitiva e busca e apreensão, em continuidade à terceira fase da Operação Rêmora, denominada, "Grão Vizir".

A operação foi deflagrada na tarde de quarta-feira (14) contra o empresário Alan Malouf, dono do Buffet Leila Malouf.

Ele é acusado de fazer parte de um suposto esquema de fraudes em licitações de obras da Secretaria de Estado de Educação.

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Conforme se apurou, o alvo do mandado de condução coercitiva seria outro empresário ligado ao suposto esquema de fraudes.

Ele teria sido apontado pelo delator da operação, o empreiteiro Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora.

Guizardi também foi o responsável pela prisão de Alan Malouf, a quem acusou de ser um dos chefes da suposta organização criminosa que comandou as fraudes na Seduc, entre o início de 2015 até 3 de maio deste ano, quando o esquema foi desmantelado pela Operação Rêmora.

De acordo com a delação, por meio de um suposto financiamento de R$ 10 milhões à campanha do governador Pedro Taques (PSDB), em 2014, Malouf teria obtido poder junto à Seduc, com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Guilherme Maluf (PSDB), que seria o detentor do poder político na pasta.

Interessado em resgatar seu “investimento”, Alan Malouf teria convidado Giovani Guizardi para operar o esquema de cobrança de propinas de empreiteiros e fraudes em licitações de obras de escolas estaduais, o que já foi confirmado por diversos outros empresários que fizeram parte do cartel ao longo da ação penal que tramita na 7ª Vara Criminal. 

Grão Vizir

O nome da operação faz alusão à denominação de alguém que era um ministro e conselheiro de um sultão, ou rei da antiga Pérsia.

O termo significa literalmente ajudante. 

Grão-Vizir era a mais alta autoridade, depois do sultão, durante o Império Otomano, e era considerado como um representante deste e atuava em seu nome.

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