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12 de Dezembro de 2016, 09h:20 - A | A

JUDICIÁRIO / MÁFIA DA SEDUC

Empreiteiros depõem hoje e podem entregar políticos envolvidos no esquema

Giovani Guizardi e Luiz Fernando Rondon são considerados pelo Ministério Público os operadores da propina na Secretaria de Educação do Estado

Divulgação

Os delatores Giovani Guizardi e Luiz Fernando Rondon, que voltam a depor nesta segunda-feira

Os delatores Giovani Guizardi e Luiz Fernando Rondon, que voltam a depor nesta segunda-feira

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Os empresários Giovani Belatto Guizardi, dono da Dínamo Construtora, e Luiz Fernando da Costa Rondon, dono da Luma Construtora, ambos réus e delatores da Operação Rêmora, prestam s depoimentos à juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na tarde desta segunda-feira (12).

A audiência de instrução terá início às 13 horas e deve trazer novas revelações sobre o esquema de cobrança de propina de empresários que quisessem participar das licitações da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), entre os anos de 2015 e início de 2016.

Guizardi e Rondon são considerados, pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os operadores do sistema de cartel e de propina, pois eram os intermediadores entre o "núcleo de empreiteiros" e o "núcleo político" da Seduc.

Conforme as investigações, aqueles que não se submetessem ao pagamento da vantagem indevida eram excluídos dos processos licitatórios de obras de construção e reforma de escolas em todo o Estado. E também ficavam com pagamentos de medições anteriores “empacadas” na pasta.

Os dois empreiteiros também eram responsáveis por promover reuniões para tratar sobre o pagamento de propina por meio de suas respectivas empresas.

No caso de Giovani Guizardi, ele se reunia com o núcleo político do esquema, em uma sala comercial no edifício Avant Garden Business, na Avenida Miguel Sutil, e que foi denominada pelo Gaeco de “quartel general” da organização criminosa.

Ainda segundo o Gaeco, Luiz Rondon realizava reuniões com o núcleo de empreiteiros, onde, diante da insatisfação geral em ter que pagar 5% de propina, decidiu-se tentar baixar o valor para 3% do valor dos contratos.

No mesmo local, teria sido feito o “loteamento” das obras previstas pela Secretaria de Educação para ocorrer em mais de 20 municípios mato-grossenses.

A reunião foi gravada pelo empresário José Carlos Pena, que denunciou o caso ao Ministério Público Estadual (MPE), o que culminou com a defagração da Operação Rêmora, no dia 3 de maio deste ano.  

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