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16 de Março de 2016, 10h:05 - A | A

JUDICIÁRIO / SODOMA II

Dono de empresa de crédito vira 'colaborador' e tem prisão preventiva revogada

Após prestar depoimento afirmando que era extorquido a pagar propina, o empresário passou de réu a colaborador nas investigações.

RepórterMT

Willians Mischur no momento em que foi levado ao presídio.

Willians Mischur no momento em que foi levado ao presídio.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



O empresário Willins Paulo Mischur, dono da empresa Consignum, que presta serviço de margem de crédito consignado aos servidores do Estado de Mato Grosso, teve sua prisão preventiva revogada pela juíza Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá. O pedido de soltura foi concedido nesta terça-feira (15).  

Willians havia sido preso na última sexta-feira (11), quando foi deflagrada a segunda fase da Operação Sodoma, na qual a Delegacia Fazendária (Defaz) investiga o esquema milionário de desvio de dinheiro público por meio de cobrança de propina em troca de incentivos fiscais. O empresário conseguiu a revogação de sua prisão após fazer declarações reveladoras em seu depoimento à Justiça.

O empresário contou que foi extorquido desde o ano de 2008, ainda na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR), atualmente senador da República. Foi naquele ano que a empresa Consignum, de sua propriedade, começou a prestar serviços para o governo, por meio da Secretaria de Estado de Administração (SAD), pasta que era comandada pelo ex-secretário César Zílio, que também foi preso na última sexta-feira (11). Mischur teria dito que, no final de 2014, aceitou assinar contrato retroativo para falsear a ilegalidade da compra de um terreno por R$ 13 milhões na avenida Beira Rio porque vinha sendo ameaçado. Por conta disso, ele seguiu a orientação de Zílio e assumiu ser dono da área de  10 mil metros quadrados na capital.

Diante das declarações do empresário, Willians Mischur passou de réu para colaborador nas investigações, a exemplo do que ocorreu com o empresário João Batista Rosa, na primeira fase da Sodoma. Rosa também delatou informações importantes que levaram à prisão o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), e seus ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi.  

Ao o advogado de Mischur, Darlan Vargas, informou que o empresário saiu ainda na noite desta terça-feira (15) do presídio do Carumbé. Com relação ao montante de R$ 1 milhão encontrado em espécie da residência de seu cliente, a defesa informou que foi comprovada a licitude do dinheiro. 

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