Cuiabá, 23 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
23 de Setembro de 2026

15 de Abril de 2020, 18h:18 - A | A

GERAL / FESTIVAL DE LICENÇA MÉDICA

Quase 50% dos servidores da Saúde de Cuiabá se afastaram após início da pandemia

Secretário Luiz Antônio Possas disse que, “na primeira leva”, foram 932 afastamentos e que, mais 647 servidores da Saúde, já entraram com pedido de licença

Assessoria/Arquivo

Luiz Antônio Possas diz que não há mágica para ser feita

Luiz Antônio Possas diz que não há mágica para ser feita

ANDRÉIA FONTES
DA REDAÇÃO



Mais de 1.500 servidores da Saúde de Cuiabá, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos, já estão afastados ou entraram com o pedido de licença médica, após o início da pandemia de Covid-19.

O número foi revelado pelo secretário municipal de Saúde, Luiz Antônio Possas, durante sabatina online na Câmara Municipal de Cuiabá.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Possas disse que, “na primeira leva”, foram 932 afastamentos e que, mais 647 servidores da Saúde, já entraram com pedido. O número representa quase 50% dos servidores da pasta que, no total, chega a 3.800. 

Para fazer frente ao atendimento de pacientes com Covid-19, o secretário enfatiza que foi necessário remover alguns servidores de unidades básicas de saúde para o antigo Pronto-Socorro de Cuiabá, que é o hospital referência do município no atendimento de casos do novo coronavírus.

Possas também afirmou aos vereadores que 100% dos profissionais aprovados em processos seletivos já foram chamados e agora, com a Medida Provisória do governo federal, começam as contratações diretas. “Não tem mágica para fazer se quase 50% da mão de obra afastou em 24 horas. Tivemos que desativar algumas unidades de saúde para que os profissionais fossem para o Pronto-Socorro. Após a pandemia, estas unidades voltam a funcionar normalmente e o próprio Pronto-Socorro será fechado para ser transformado em Hospital Materno”.

O secretário enfatizou que os atendimentos ambulatoriais caíram 50% e não havia alternativa a não ser usar os profissionais que estão “na ponta”.

Ele disse ainda que Cuiabá está com a linha de casos confirmados “bem esticada”, ou seja, que não há um crescimento muito rápido. Mas destaca que o pico da pandemia ainda não chegou e que a liberação do comércio em Várzea Grande (que hoje voltou a fechar por decisão do Tribunal de Justiça) ainda terá os reflexos sentidos.

Hoje, de acordo com o último boletim da secretaria de Estado de Saúde, Cuiabá tem 79 casos de Covid-19 confirmados, dos 151 de Mato Grosso.

Comente esta notícia