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24 de Outubro de 2021, 19h:30 - A | A

GERAL / NOVA CARNE

Frigorífico de MT tem dívida de R$ 18 milhões e pede recuperação judicial

À Justiça, grupo citou operação policial, greve dos caminhoneiros, pandemia e incêndio para justificar dívidas milionárias

Reprodução

Empresa alega que a Operação Carne Fraca da PF atrapalhou os negócios

Empresa alega que a Operação Carne Fraca da PF atrapalhou os negócios

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO



O Frigorífico Nova Carne e a empresa Carne Brasil Atacado, de Rondonópolis (212 km de Cuiabá), apresentaram, em processo de recuperação judicial, a lista de credores que, juntos, somam R$ 18 milhões em dívidas para a empresa.

O procedimento corre na 4ª Vara Cível de Rondonópolis desde fevereiro de 2021, onde as empresas afirmaram que precisam de auxílio apenas para reduzir o pagamento de juros abusivos e ganharem "fôlego" para retomarem suas operações de forma regular.

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Conforme a ação, a atividade de compra e venda de gado seguiu bem até março de 2017.

À Justiça, o grupo apontou que a Operação Carne Fraca, (as carnes de papelão) deflagrada pela Polícia Federal à época, "sufocou as empresas do setor frigorífico" e criou dificuldades comerciais para as pequenas e médias empresas do ramo. Assim, tanto o Frigorífico Nova Carne como a Carne Brasil Atacado foram atingidos. O grupo citou, também, uma greve de caminhoneiros, o que fez a empresa tomar empréstimos a 14% ao mês.

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O grupo alegou ainda que, em 2020, com pandemia da covid-19, o preço da arroba do boi dobrou e prejudicou compra dos animais. Citou também  incêndio nas instalações do Frigorífico e até o tombamento de um caminhão carregado de carne.  

O grupo pontuou que, com mais dificuldades, as empresas recorreram novamente a empréstimos a bancos, descontos antecipados de duplicatas, troca de cheques com o limite do cheque especial, bem como a empréstimos com agiotas e factorings. Dessa forma, chegaram ao passivo de quase R$ 18 milhões.

Agora, o grupo tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação para seus credores (lista abaixo), que poderão aceitá-lo ou rejeitá-lo. Enquanto isso, conforme a Justiça, pelo prazo de 180 dias todas as ações de execução fiscal movidas contra as empresas ficam suspensas.

Credores

Conforme a lista apresentada à Justiça, a empresa tem passivos com bancos, trabalhistas e dívidas classificadas como quirografárias, que não são prioritárias nesse processo de recuperação judicial.

Em valores, veja os cinco maiores credores:

Nossa Casa Restaurante - R$ 1.943.000,00
Capital de Giro Sicredi - R$ 1.300.000,00
Wesley José Souza Ribeiro - R$ 1.217.000,00
Duplicatas recebíveis (Bradesco) - R$ 1.000.000,00
Idelfonso Eterno Galvão - R$ 996.285,00

Confira a lista completa aqui.

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