Cuiabá, 18 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
18 de Outubro de 2026

18 de Setembro de 2021, 18h:00 - A | A

GERAL / CASO TONI FLOR

Defesa usa aniversário de filhas para pedir liberdade de "viúva negra"

Ana Cláudia Flor foi presa pela DHPP por envolvimento na morte do marido Toni da Silva Flor, em Cuiabá.

Reprodução / Luzia Araújo / Leiagora

Ana Cláudia foi presa no dia 19 após ser apontada como mandante da morte do marido Toni Flor

Ana Cláudia foi presa no dia 19 após ser apontada como mandante da morte do marido Toni Flor

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO



A defesa da representante comercial, Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor, acusada de ter planejado o assassinato do marido, o empresário Toni da Silva Flor, 38 anos, em agosto de 2020, apresentou novo pedido de revogação de prisão preventiva para a Justiça de Mato Grosso.

O pedido foi protocolado na última quinta-feira (16) e assinado pelo advogado Jorge Henrique Franco Godoy. No documento, a defesa pede a revogação ou substituição por medidas cautelares ou prisão domiciliar.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Toni Flor foi assassinado com cinco tiros no dia 11 de agosto do ano passado, no momento em que saia de uma academia, em Cuiabá. Ana Cláudia foi presa no dia 19 de agosto após ser apontada como a mandante do crime, tendo ela pago cerca de R$ 20 mil pela execução.

Leia também

Acusada de mandar matar o marido tem pedido de liberdade negado

No novo pedido de liberdade a defesa da acusada explicou que ela é mãe de três crianças, que não tem antecedentes criminais, não atentará contra a ordem pública e não perturbará a instrução criminal.

“Dessa forma, já finda as investigações, e consequentemente ofertada a denúncia em desfavor da Requerente que se encontra presa, insta salientar que a mesma é mãe de três crianças menores, todas do sexo feminino, e com a pandemia rondando as vidas de todos, se vislumbra que no primeiro momento nada impede que possa aguardar em liberdade o trâmite deste processo, pois, não atrapalhará a instrução processual e muito menos a ordem pública”, diz trecho de pedido.

Leia também

Assista momento em que manicure e assassino confirmam que mulher mandou matar marido

O jurista ainda argumentou que duas das filhas de Ana Cláudia fazem aniversário em breve e que todas sentem muito a falta da mãe.

"Se observa cristalinamente nas certidões de nascimento, que duas das filhas estão para comemorar o seu aniversário, uma no mês de setembro e a outra em dezembro, e mantê-las afastadas da mãe, que benefício trará aos autos essa decisão de manter a Requerente segregada das suas filhas? Insta ainda salientar, que as filhas estão sentindo em muito a ausência da mãe, e isso fica claro ao se vislumbrar os desenhos que as mesmas fizeram, demonstrando a enorme ligação que tem com a mãe", explicou defesa.

O pedido deverá ser analisado pelo poder Judiciário de Mato Grosso, mas a data para análise ainda não foi informada.

1° pedido negado

Em agosto, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Marilsen Andrade Addario indeferiu o pedido de liminar do habeas corpus e manteve a prisão da representante comercial.

Na ocasião, a defesa também utilizou o fato de ela ser mãe de três crianças. Entretanto, a desembargadora ponderou que o pedido de liberdade não foi minimamente instruído, porque a defesa da empresária não apresentou à Justiça cópias do inquérito policial, necessárias para a compreensão dos fatos.

“Assim, diante da deficiente instrução deste writ que sequer trouxe outros elementos que possam desconstituir a decisão que decretou sua prisão temporária, cujo mandado fora cumprido na data de anteontem, não há como aferir acerca do alegado constrangimento ilegal da paciente por completa ausência de elementos mínimos capazes de permitir o conhecimento fático necessário para a apreciação do pedido liminar”, diz trecho de decisão publicada no dia 21.

Relembre o caso

De acordo com as investigações, Ana e Toni estavam casados há mais de 9 anos, tendo inclusive três filhas. O relacionamento do casal estaria perto do fim, por conta de relacionamentos extraconjugais da acusada.

Pouco antes de ser morto, Toni teria dito a esposa que queria a separação, no entanto, Ana planejou o crime para ficar com todos os bens do empresário.

Com a ajuda da “melhor amiga”, a manicure Ediane Aparecida da Cruz Silva, a acusada conseguiu o telefone de Wellington Honorio Albino que, por sua vez, com o auxílio de seu amigo Dieliton Mota Da Silva, “terceirizou” o serviço homicida praticado por Igor.

Todos os envolvidos foram convencidos de que receberiam a quantia de R$ 20 mil cada, para a execução de Toni. No dia do crime, Igor recebeu sua parte.

Leia também: 

Esposa que mandou executar empresário "planejava" matar atirador

 

Polícia prende manicure de esposa que mandou matar empresário em MT

Toni foi morto com cinco tiros na porta de uma academia na Capital. Na época, ele chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois.

Quase um ano após o crime o delegado Marcel de Oliveira, da DHPP, deflagrou a primeira fase da operação Capciosa onde prendeu o atirador.

Por meio do depoimento dele foi possível chegar aos demais envolvidos. No último dia 03, o Ministério Público Estadual denunciou os acusados por envolvimento no homicídio. Além disso, foram decretadas as prisões preventivas dos cinco, que devem responder pelo crime na cadeia.

Comente esta notícia