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Conforme a denúncia, a empresa recebia mesmo quando os equipamentos não funcionavam.
RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO
Após apontamento de irregularidades em repasses feitos pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), à empresa responsável pelos radares em Cuiabá, a prefeitura publicou no Diário Oficial de Contas do Estado a instauração de uma comissão que irá apurar o fato.
Conforme o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), a Prefeitura de Cuiabá pagou pelo serviço de fiscalização eletrônica de trânsito, mesmo quando os equipamentos estavam sem funcionar, em 2016, o que onerou os cofres públicos em cerca de R$ 42,6 mil.
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“Não tem previsão de quando a apuração pode durar. Os trabalhos começam daqui a duas semanas. Essa comissão irá apurar os fatos de irregularidades no sistema. No fim haverá uma reunião para fazer apontamentos do que realmente aconteceu", explica Michell Diniz, que faz parte da comissão.
Conforme consta no Diário, a equipe liderada pelo atual secretário municipal de mobilidade, Antenor Figueiredo, é composta por quatro servidores. São: um auxiliar municipal, assistente, assessor de apoio jurídico e um agente municipal de trânsito e transporte.
A determinação prevê que os trabalhos iniciem a partir da data em que a comissão for instaurada, mas conforme o agente municipal de trânsito, Michell Diniz de Paula, que participa do grupo, os trabalhos só devem começar em duas semanas e não há previsão para a finalização.
“Não tem previsão de quanto a apuração pode durar. Os trabalhos começam daqui duas semanas. Essa comissão irá apurar os fatos de irregularidades no sistema. No fim haverá uma reunião para fazer apontamentos do que realmente aconteceu. A princípio é uma denúncia, uma análise do TCE”, explica Diniz.
A equipe que irá apurar as supostas irregularidades nos repasses na secretaria é composta por servidores da mesma pasta. Conforme noticiado pelo
, as irregularidades aconteceram na gestão anterior, quando Thiago França era o secretário responsável pela Semob.
Outro lado
O ex-secretário disse que acompanhou a auditoria feita pelo TCE e que os erros foram cometidos porque as pessoas não estavam capacitadas para operar um ‘sistema novo’.
"O relatório é bem extenso. Tem mais de 300 páginas e aponta que não houve qualquer dolo por parte do gestor. Os erros foram cometidos por ser um sistema novo, que precisava de adaptação e de pessoas capacitadas para operar. Tanto que o TCE faz recomendações para aperfeiçoar a fiscalização, que agora devem ser tomadas pelo prefeito Emanuel Pinheiro e sua equipe", relatou.
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