RepórterMT

Manifestações contra os casos de mulheres assassinadas tomaram conta da Praça Ulisses Guimarães.
MARCELO FERRAZ
DA REDAÇÃO
Os casos de violência contra mulher, que resultaram em mortes das vítimas, vêm aumentando a cada dia em Mato Grosso, sobretudo, na Baixada Cuiabana. Segundo os dados atuais do Sistema de Informação de Mortandade (SIM), que registra óbitos causados por agressões, ao menos 13 mulheres são assassinadas por dia no Brasil. Já em Mato Grosso, a cada quatro dias uma mulher é assassinada.
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De acordo com da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), no primeiro quadrimestre deste ano, 31 mulheres foram assassinadas no estado, sendo nove somente na região da Baixada Cuiabana.
De acordo com da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), no primeiro quadrimestre deste ano, 31 mulheres foram assassinadas no estado, sendo nove somente na região da Baixada Cuiabana.
Os últimos dados revelados pelo Atlas da Violência, divulgados este ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontam que a taxa de mortalidade por homicídio de mulheres em Mato Grosso é acima da média nacional, ou seja, 7,0 a cada 100 mil habitantes, sendo que a média nacional é de 4,6. Além disso, de 2004 a 2014, 998 mulheres morreram em Mato Grosso vítimas da violência, como aponta o Atlas de 2016.
Em 2014, o Sistema de Informação de Mortandade (SIM) registrou que 110 mulheres foram assassinadas nem Mato Grosso. Segundo a gerência de estatísticas da Polícia Judiciária Civil, no ano de 2015 foram registrados 33.986 casos de violência doméstica e familiar no Estado.
Visão Notícia
Vítima foi queimada ainda viva.
Casos
Um dos casos mais recentes de agressão contra mulher, que acabou em morte, é o de uma andarilha que foi após ser espancada a pauladas foi queimada viva, no último sábado (28) na praça cenbtral de Sinop (500km da capital).
"Bandeira" de manifestação
Divulgação Internauta.
A morte Juliene em maio de 2012 chegou a se repercutida em âmbito nacional.
O caso do assassinato da vendedora Juliene Anunciação Gonçalves, de 22 anos, que em maio de 2012, foi encontrada nua e pendurada pelo pescoço, com a própria calça, na arquibancada no campo do Botafogo, no Bairro CPA III, em Cuiabá, foi tema de manifestação esta semana, na capital.
Familiares da vendedora lotaram de cruzes e faixas que pediam Justiça, a Praça Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA.
A manifestação ganhou adesão do movimento feminista que no mesmo espaço acendeu velas e instalou cruzes com os nomes de outras vítimas da violência contra a mulher.
No caso de Juliene, o acusado do assassinato, o vendedor Antônio Rodrigo Silva dos Santos, de 34 anos, foi colocado em liberdade no dia 22 de junho de 2012. Na ocasião, a liberdade provisória foi concedida pela juíza da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Maria Aparecida Ferreira Fago. Com a decisão, ele passou a responder pelo crime em liberdade.
INIMIGO ÍNTIMO
Rosana Leite revela que 43% das mulheres são vítimas de homicídio dentro da própria casa.
A defensora pública Rosana Leite Antunes de Barros, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, ressaltou que enquanto a maioria dos casos de assassinato de homens é por dívidas de drogas e envolvimentos com crimes, as mulheres costumam ser mortas em suas residências, pelos próprios familiares. Segundo a defensora, estatísticas registradas nos últimos anos revelam que cerca de 43% das mulheres são vítimas de homicídio dentro da própria casa e a maioria dos assassinos é um companheiro atual ou do passado, como como o ex-marido.
Em Mato Grosso a taxa de mortalidade por homicídio de mulheres está acima da média nacional, ou seja, 7,0 a cada 100 mil habitantes, sendo que a média nacional é de 4,6.
“Por isso a importância de combatermos todas as formas de violência. Não podemos cruzar os braços, como se nada estivesse acontecendo”, concluiu a defensora Rosana Leite, pontuando sobre a cultura de violência contra a mulher.

















