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25 de Março de 2017, 16h:30 - A | A

GERAL / CONCUNHADO 'ENCOMENDOU'

Advogado e outros dois vão a júri popular por execução de empresário

Os três participaram do assassinato do empresário Douglas Wilson Ramos, sequestrado em sua fábrica de cimentos, em setembro de 2015

Reprodução

O advogado passará por júri popular, no Fórum de Cuiabá

O advogado passará por júri popular, no Fórum de Cuiabá

LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO



O advogado Wagner Rogério Neves de Souza e mais dois criminosos irão a júri popular pelo assassinato do empresário Douglas Wilson Ramos, 28, em setembro de 2015, em Cuiabá. A decisão foi publicada no último dia 15 de março pela juíza Maria Aparecida Ferreira Fago, da 12ª Vara Criminal da capital.

Além do advogado, são acusados pelo crime o administrador de empresa, Nilton César da Silva (que era concunhado e ex-sócio de Douglas em um loja de venda de cimentos), Luiz Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto. Os três foram presos na época do homicídio. Já Wagner foi preso em 2016.

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"Havendo provas robustas da materialidade do fato e indícios suficientes de autoria, deve ser mantida a decisão de pronúncia, porquanto esta não reclama o mesmo juízo de certeza de mister à condenação, senão constitui mero juízo de admissibilidade da acusação, de modo que as dúvidas que ainda persistem serão, por óbvio, dissipadas pelo corpo de jurados, em estrita vassalagem ao aforismo in dubio pro societate", diz trecho da decisão.

Nilton foi acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE), de ser o mentor do crime. Ao ser preso, confessou participação e disse que intermediou a contratação de Luiz Carlos e Anderson e ainda conduziu o Gol, que deu suporte aos criminosos.

De acordo com o delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Stringueta, Nilton desconfiava que Douglas, tivesse desviado dinheiro dos negócios da sociedade, que havia sido rompida cerca de um mês antes do crime.

Conforme as investigações, Douglas Wilson foi morto a tiros após ser sequestrado dentro da sua empresa, na Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), em Cuiabá. No entanto, na decisão consta que Anderson, foi liberado pela magistrada do júri popular por falta de indícios de participação no crime.

A magistrada afirma que a manutenção das prisões contra o administrador de empresas e o advogado são necessárias para que eles não ameacem as testemunhas do caso e não atrapalhem o andamento do processo.

"Havendo provas robustas da materialidade do fato e indícios suficientes de autoria, deve ser mantida a decisão de pronúncia, porquanto esta não reclama o mesmo juízo de certeza de mister à condenação, senão constitui mero juízo de admissibilidade da acusação, de modo que as dúvidas que ainda persistem serão, por óbvio, dissipadas pelo corpo de jurados, em estrita vassalagem ao aforismo in dubio pro societate", diz trecho da decisão.

A juíza citou que Nilton já foi condenado à pena de 14 anos de reclusão em regime fechado por outro assassinato, além de também já ter sido denunciado junto com Wagner Rogério pelo homicídio do traficante Anderson Ribeiro Taques, de 34 anos, ocorrido no dia 13 de novembro de 2014, no bairro Morada do Ouro II, em Cuiabá.

O caso

Douglas Ramos foi sequestrado no dia 24 de setembro, dentro da empresa, na Estrada do Moinho. Na ocasião, três bandidos invadiram o estabelecimento comercial, renderam funcionários e obrigaram o empresário a entrar, com as mãos amarradas, no porta-malas do próprio carro, uma BMW. O corpo de Douglas foi encontrado após 13 dias, na noite de 5 de outubro.

Devido ao estado de decomposição, a identidade do corpo encontrado só foi confirmada no dia 10 de outubro, pelo Instituto Médico Legal (IML).

Antes mesmo da confirmação da identidade do corpo, a polícia já havia apontado Nilton como o principal suspeito do crime. 

O ex-sócio de Douglas também chegou a ser intimado duas vezes para depôr sobre o caso, mas não foi encontrado. Depois, ele chegou a ser abordado por policiais, mas conseguiu fugir. Desde então, sua localização era desconhecida.

 

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