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Ana Cláudia foi presa no dia 19 após ser apontada como mandante da morte do marido Toni Flor
DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO
A desembargadora Marilsen Andrade Addario, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o pedido de liberdade feito pela representante comercial Ana Claudia de Souza Oliveira Flor, acusada de mandar assassinar o marido, o empresário Toni da Silva Flor, de 38 anos, no ano passado.
Toni foi morto com cinco tiros na frente de uma academia no dia 11 de agosto de 2020, em Cuiabá. Ao todo, cinco pessoas foram presas pela Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) por envolvimento no crime.
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A defesa da acusada argumentou que a prisão de Ana Claudia foi errônea, tendo em vista ela ser a genitora de três crianças, as quais dependem exclusivamente de sua renda.
Entretanto, a desembargadora ponderou que o pedido de liberdade não foi minimamente instruído, porque a defesa da empresária não apresentou à Justiça cópias do inquérito policial, que são necessárias para a compreensão dos fatos.
“Assim, diante da deficiente instrução deste writ que sequer trouxe outros elementos que possam desconstituir a decisão que decretou sua prisão temporária, cujo mandado fora cumprido na data de anteontem, não há como aferir acerca do alegado constrangimento ilegal da paciente por completa ausência de elementos mínimos capazes de permitir o conhecimento fático necessário para a apreciação do pedido liminar”, diz trecho de decisão publicada no dia 21.
Relembre o caso
Às vésperas de completar um ano do assassinado de Toni Flor, no dia 10 de agosto, o delegado Marcel Gomes de Oliveira da DHPP, prendeu o Igor Espinosa, responsável pelos disparos que tiraram a vida do empresário.
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Alguns dias depois, a polícia prendeu Ana Claudia e mais dois por envolvimento no crime. Na semana passada, a DHPP cumpriu um novo mandante prisão, dessa vez contra uma manicure, também apontada como ajudante no homicídio.
Com a prisão dos envolvidos, a polícia concluiu que a representante comercial seria a responsável por mandar matar o marido. Ela encomendou o crime e prometeu pagamento de R$ 60 mil para os envolvidos. No entanto, apenas o atirador recebeu sua parte no acordo.
As investigações ainda concluíram que Ana Claudia teria se relacionado amorosamente com o irmão da manicure, pelo período de dois anos, enquanto ainda estava casada com Toni.
A motivação do crime estaria relacionada com o interesse dela nos bens do marido.
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