Cuiabá, 15 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
15 de Setembro de 2026

02 de Maio de 2020, 09h:44 - A | A

GERAL / 10 MIL DEMITIDOS

Abrasel: 40% dos bares e restaurantes vão falir em Cuiabá

Presidente da entidade, Lorenna Bezerra, prevê catástrofe no setor e afirma que delivery, única atividade permitida na Capital, não sustenta o setor, já que responde por apenas 10% do faturamento

Divulgação

Restaurantes seguem fechados em Cuiabá.

Restaurantes seguem fechados em Cuiabá.

ANDRÉIA FONTES
DA REDAÇÃO



Cuiabá já acumula 10 mil demissões apenas no setor de bares e restaurantes e a estimativa é que 40% desses estabelecimentos não conseguirão reabrir as portas após liberação pelos governos estadual e municipal, ou seja, faliram. Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurante (Abrasel), seccional Mato Grosso, Lorenna Bezerra afirma que hoje os estabelecimentos estão atendendo apenas na modalidade delivery e isso não representa nem 10% do faturamento.

A expectativa de reabertura, afirma Lorenna, existe desde quando saiu o primeiro decreto, mas ela enfatiza que “não há convergência por parte dos governantes”.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

“O governo do Estado e governo federal têm uma narrativa, enquanto a prefeitura de Cuiabá trabalha outra informação. Não existe coerência tanto nas ações, quanto nos números entre as esferas federal, estadual e municipal”.

Lorenna enfatiza que o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde recomenda, desde 13 de abril, que os municípios que tivessem menos de 50% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados, já poderiam fazer a retomada das atividades econômicas, com distanciamento seletivo. “Embora Mato Grosso tenha apenas 4,8% de taxa de ocupação, os últimos decretos não contemplam a abertura do segmento de bares e restaurantes”.

Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, afirmou que neste mês (maio) vai liberar restaurantes e bares para funcionar, com diversas medidas restritivas. Mas ainda não há data definida. Para que estes estabelecimentos possam a voltar a receber clientes, o prefeito precisa baixar um novo decreto estipulando as regras. Na lista também estarão os shoppings, academias, clubes e similares. Casas noturnas, festas, shows, cinema, não têm previsão de liberar.

Em Várzea Grande, desde o dia 25 de abril os estabelecimentos comerciais cuja atividade econômica seja gênero alimentício voltaram a funcionar, mas com 30% da capacidade.

Expectativa

Divulgação

Choppão

Choppão é um dos restaurantes mais tradicionais de Cuiabá

Depois de 46 anos atendendo a população cuiabana, um dos restaurantes mais tradicionais da Capital, o Choppão, suspendeu as atividades às 21h30 do dia 22 de março. “A esquina mais conhecida da cidade, com a chancela da gastronomia de qualidade, do ponto de encontro dos cuiabanos e atendimento humanizado e cordial, fica sem o brilho e a magia do Choppão durante a pausa providencial. Fundado em 1974, resistiu durante décadas a inúmeras crises e superou desafios junto à cidade e à Praça Oito de Abril. Mas nada se assemelha com este capítulo em que hoje os cidadãos do mundo inteiro são os verdadeiros protagonistas”, diz parte do texto publicado nas redes sociais do restaurante.

O Choppão foi o último estabelecimento a fechar em Cuiabá dentro do prazo estabelecido pelas autoridades.

Mas o Choppão Delivery, que já existia, continua. Ainda no texto publicado no dia 22 de março, a promessa é que o restaurante será reaberto. “A esquina voltará a brilhar, a praça, a rua, as calçadas voltarão a emanar sua magia característica de uma cidade hospitaleira e de um povo de 300 anos! Até breve Cuiabá!”.

Outro ponto muito conhecido pelos cuiabanos, a Padaria do Moinho, decidiu fechar as portas, por tempo indeterminado. O comunicado, também feito pelas redes sociais, afirmava que as vendas aumentaram mesmo com a pandemia, mas que a empresa não se sentia segura em continuar aberta devido ao risco à saúde de seus colaboradores e familiares. A padaria funcionou até 7 de abril.

No último domingo (26), a Padaria informou que continuará com as operações suspensas até o final do mês de maio. Pelo decreto municipal, as padarias estão liberadas para atender das 6h às 19h.

 "O tempo fechou. Em meio à uma tempestade, o melhor a ser feito é se proteger. Quando o mais certeiro é a incerteza, precisamos pensar na saúde das famílias de nossos colaboradores, nas pessoas que nos auxiliam, é hora de pensar nas pessoas que amamos. O Covid-19 vai muito além de posição política ou partidária. O vírus é um problema grave e precisa ser tratado como tal. Mesmo tendo acréscimo nas vendas no período, mesmo seguindo as regras mais rígidas de vigilância sanitária, mesmo implantando técnicas inovadoras como a esterilização dos nossos carrinhos, a Padaria Moinho não se sente segura em abrir suas portas e garantir a saúde de clientes, funcionários e colaboradores. Insegurança que leva a Padaria do Moinho informar que vai fechar completamente suas portas à partir do dia 7 de abril, por tempo indeterminado, até essa tempestade passar. Mas a bonança, um dia vem. E nesse dia estaremos abertos para você novamente. Afinal, a magia pode dar um tempo, mas não acaba nunca", dizia o comunicado da Padaria.

Comente esta notícia

Fernando Quaresma 03/05/2020

Em restaurantes as pessoas ficam estáticas e há pouca circulação sem possibilidade de aglomerações. As regras de distanciamento e higiene ja estão estabelecidas e os estabelecimentos preparados. Ainda há tempo de salvar milhares de postos de trabalho, desde que o segmento possa trabalhar.

positivo
0
negativo
1

Jacqueline Russo 03/05/2020

O setor de bares e restaurantes está quebrando e infelizmente o nosso ptefeito nao consegue se sensibilizar com os empregos e empresários e toda cadeia que está sendo arrastada para a falência muito triste!! O setor já demonstrou estar preparado para receber os clientes com todas as normas de segurança de higienização frente a epidemia e com baixa ocupação de leitos ainda assim o nosso prefeito não se importa !!

positivo
0
negativo
1

Jacqueline 03/05/2020

O setor de bares e restaurantes está quebrando e infelizmente o nosso prefeito nao consegue se sensibilizar com os 10 000 empregos perdidos nem com empresários e toda cadeia que está sendo arrastada para a falência muito triste !!! O setor já demonstrou estar preparado para receber os clientes com todas as normas de segurança de higienização frente a epidemia e com baixa ocupação de leitos há um descaso do Sr Emanuel Pinheiro com os empregos e empresários de Cuiabá!!

positivo
1
negativo
0

Jacqueline 03/05/2020

O setor de bares e restaurantes está quebrando e infelizmente o nosso prefeito nao consegue se sensibilizar, mesmo com tantos empregos indo pro ralo, a categoria já demonstrou estar pronta pra atender a todas as exigências de segurança da epidemia, mesmo com leitos disponíveis, não há preocupação por parte do Sr Emanuel com os empresários e empregos destruídos muito triste!!

positivo
0
negativo
0

Jean Carlos da Silva 03/05/2020

Então muitos na prefeitura Municipal de Cuiabá acham que somos maraja, pois veem nosso espaço moderno e bonito como set de Novela, mas eles se espantariam quando soubesse que acordamos as 04hs da manhã para as 5hs estarmos comprando a melhor fruta o melhor peixe e a melhor carne, para nossos clientes e que vamos dormir depois da meia noite. Tirando tudo isso temos grandes amigos e parceiros de negócio que são nossos colaboradores que acorda junto conosco e faz a gstronomia e a noite cuiabana acontecer e leva com dignidade o sustento para suas casas. Então não somos uma casta de Maraja e atras de cada Cnpj existem varios cpf que estão sendo colocado em Jogo. E esses 10mil tenho certeza que é muito mas.

positivo
0
negativo
1

Sebastião Barroso felix 02/05/2020

E pelo que estamos vendo na prática, a prefeitura está cada vez mais metendo os pés pelas mãos, se não bastasse isso em relação a bares e restaurantes, no último decreto a prefeitura penalizou as Distribuidoras de bebidas que trabalham 100% no sistema peg e leve, sem o cliente entrar dentro dos estabelecimentos, restringindo o horário de funcionamento e dando um tapa na cara dos empreendedores obrigando os a fechar durante a semana as 19 hs e nos sábados, domingos e feriados as 13 HS ou seja no horário que realmente começam a vender tem que fechar, fazendo o consumidor ir até o supermercado, local com certeza de maior risco de contaminação. Por outro lado os supermercados podem continuar abertos sem restrição de horários com grande número de clientes e também de funcionários formando imensos espaços de aglomeração de pessoas. Expondo muito mais ao risco aqueles clientes que só iriam comprar bebidas em uma distribuidora. Ou seja dois pesos e duas medidas. Total falta de coerência da prefeitura. Qual o risco maior de se contrair a doença? Em um local cheio de gente como um supermercado ou em uma distribuidora de bebidas que o cliente não tem nem acesso a parte interna do estabelecimento? A continuar assim, daqui a pouco vão proibir até às vendas por delivery. É muita falta de visão do prefeito.

positivo
1
negativo
0

6 comentários