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22 de Setembro de 2026

02 de Junho de 2024, 18h:00 - A | A

ENTREVISTA / SEM PÂNICO

Infectologista: Febre oropouche e mayaro não têm potencial para se tornarem pandemias porque não são transmitidas pelo ar

Doenças de transmissão respiratória são mais propensas a se alastrarem com facilidade, diferente dessas febres que são transmitidas por mosquitos

RepórterMT

De acordo com o Lacen-MT, já são 22 casos de febre oropouche e mayaro no Estado

De acordo com o Lacen-MT, já são 22 casos de febre oropouche e mayaro no Estado

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTER MT



O recente aparecimento de casos de febre oropouche e febre mayaro no Brasil e em Mato Grosso tem deixado a população em alerta, já que ainda são poucas as informações que se tem sobre as novas doenças. O último relatório divulgado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MT) apontou que aproximadamente 22 casos de febre já foram confirmados no Estado, sendo 16 para oropouche e 6 para mayaro.

Porém, mesmo que o desconhecido ainda traga certo desconforto, medo ou até preocupação, é preciso compreender que assim como outros vírus, esses ainda não são considerados graves, já que não possuem caráter pandêmico. Além disso, segundo a infectologista Marcia Hueb, coordenadora da área no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) e professora de infectologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), não é preciso pânico no enfrentamento às recentes doenças, afinal, elas não representam um risco de epidemia.

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“Doença que tem potencial pandêmico, que pode se tornar uma pandemia, é doença de transmissão respiratória”, afirmou.

Ainda em entrevista ao RepórterMT, a médica especialista esclareceu que tanto a febre oropouche quanto a febre mayaro já existem há muitos anos, desde a década de 50/60, e muito provavelmente só apareceram por agora devido às inúmeras mudanças climáticas, o desmatamento e as alterações de ambiente.

Confira parte do bate-papo:


Assista ao conteúdo na íntegra:

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