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05 de Junho de 2017, 07h:00 - A | A

CONEXÃO PODER / PARALISAÇÃO DIA 7

Secretário diz que espera ‘bom senso’ de servidores sobre parcelamento da RGA

Em entrevista o secretário de Comunicação, Kleber Lima, nega que há falta de diálogo com servidores e diz que Governo não tem condições pagar reposição inflacionária neste momento

RepórterMT

Secretário de Comunicação, Kleber Lima, diz que não há muito o que fazer e é preciso entender situação econômica do Estado.

Secretário de Comunicação, Kleber Lima, diz que não há muito o que fazer e é preciso entender situação econômica do Estado.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O secretário de Comunicação do Estado, Kleber Lima, disse que espera “bom senso” de sindicalistas e servidores públicos para solucionar o impasse sobre o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). Em entrevista ao programa Conexão Poder, o secretário ressaltou que o Governo só vai conseguir pagar a reposição inflacionária de 6,58% parcelada porque, neste momento, não há condições para quitar o débito de uma só vez.

“Eu quero acreditar que vai prevalecer o bom senso. Não temos muito o que fazer”, explicou Kleber Lima.

O secretário também nega a falta negociação entre a equipe econômica do Governo e os sindicalistas. “Eles alegam falta de diálogo, mas nós sabíamos de antemão qual era a reinvindicação. Era inata, pagar em uma única parcela da RGA. Não há condições”, rebateu.

Para Kleber Lima não há motivos para greves porque o Estado nunca atrasou salários dos servidores. “A lei diz que o Estado pode pagar até o 10º dia corrido, quinto dia útil é regra para a iniciativa privada. O governador Pedro Taques [PSDB] não atrasou um dia sequer. Eu lamento que alguns mintam e mais ainda que muitos acreditem na mentira, porque é muito fácil verificar tudo”, defendeu o secretário.

“Eu quero acreditar que vai prevalecer o bom senso. Não temos muito o que fazer”, explicou Kleber Lima.

No entanto, em Assembleia Geral Unificada, os servidores rejeitaram a proposta de pagamento da RGA escalonada apresentada pelo Estado e marcaram calendário de mobilizações. Se o Governo não recuar, uma greve por tempo indeterminado não está descartada. A previsão é de que haja paralisação de 24 horas, no próximo dia 7 de junho.

Uma das principais reclamações dos sindicatos é a falta de diálogo.

“Existem diálogos sim, vários secretários se reuniram com suas categorias. Existem categorias como os da área meio que estão em 100% das secretarias a interlocução é na gestão. Até eu fui um dos interlocutores”, disse Lima.

Em relação à demora para apresentar a proposta para categoria, o secretário afirmou que o Governo aguardava as mudanças do presidente Michel Temer (PMDB), como por exemplo, a PEC do Teto de Gatos.

“Agora é claro que não tínhamos como apresentar alguma proposta porque estávamos esperando as mudanças do governo Temer como o teto de gastos, que já está com a legislação aprovada. Agora que nós temos condições de fazer isso”, frisou.

Com dificuldades receita, o Governo do Estado anunciou que a RGA de 2017 será parcelado em três vezes, sendo a primeira de 2,15% paga em janeiro de 2018, a segunda de 2,15% em abril de 2018 e a terceira de 2,14% em setembro de 2018.

Veja a íntegra da entrevista.

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Allan 06/06/2017

Não atrasa salários ? Era pra ter pago os aposentados e pensionistas dia 05/06/2017 e não o fez ? Crise ? Onde ? renúncia fiscal de 3,5 bilhões !

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Cpa 05/06/2017

Que bom censo secretário. O Governo enfia dinheiro judiciario e legislativo para pagar jntegrslno RGA e vc vem com lorota .olha no espelho e ce as nasceu cabelo na dua cabeça.

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CUIABANO 05/06/2017

BOM CENSO??? E OS 3,5 BI QUE O GOVERNO QUER DAR DE ICENTIVO FISCAL É BOM CENSO EM UM MOMENTO (COMO DISSE O GOVERNADOR ) DE CRISE????!!!!!!!!!

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Joaquim 05/06/2017

Tenho uma loja de materiais para construção e a verdade é que este governo está tirando a pele dos comerciantes, empresários e do funcionalismo para manter a desoneração fiscal do agronegócio e quase um bilhão para a empresa acusada de desvios no VLT, ele está matando o Estado. Ainda bem que ano que vem é eleitoral.

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alexandre 05/06/2017

pros Poderes pagam RGA , URV diversas verbas indenizatorias e s servidores do executivo recebem bom senso, vão pagar as contas com bom senso, o meu IPVA no final do mes será que o governo vai esperar pra 2018 ?

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Pardal 05/06/2017

Kleber, o Fórum também tem uma proposta parcelada, vê se vocês façam uma boa negociação, pois a greve é ruim para todos os lados, e o ACORDO é sinal de inteligência e BOM SENSO.

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ana claudia 05/06/2017

OS SERVIDORES E A POPULAÇÃO DE MATO GROSSO QUE ESPERAM BOM SENSO DO SR. GOVERNADOR DO ESTADO E DE SUA EQUIPE, PARA RESOLVER AS QUESTÕES DAS RENUNCIAS FISCAIS, QUE HOJE CHEGAM A MAIS DE 3 BILHOES DE REAIS, MUITO SUPERIORES AS GESTÕES ANTERIORES.

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jose de faria lima 05/06/2017

Faltam 17 meses...

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pedro paulo 05/06/2017

Mentiras é o forte deste governo! aí vem esse secretário falar de mentiras! as mentiras só existem quando é pra cumprir a legislação! vai ajudar aumentar a arrecadação ao invés de ficar com desculpas!

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valdecarlos santos 05/06/2017

E eu como servidor, espero que o governo tenha bom senso, e admita que em 3 anos não deu conta de administrar o Estado!

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Paulo 05/06/2017

Como empresário sou obrigado a reajustar o salário mínimo de acordo com os índices do governo federal, em geral acima do INPC e porque o governo alega insuficiência de recursos. Porque pra iniciativa privada é obrigatório? Se a mesma Constituição Federal que estabelece a revisão salarial pra iniciativa privada também prevê para o funcionalismo. Como comerciante do município de Cáceres tenho sentido a decadência no comércio com os calotes que o governador tem dado nos funcionários públicos. O pior é que tiram do pagamento da folha de pagamento e usam em licitações como as da seduc e o dinheiro vai pro ralo.

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Augusto 05/06/2017

Os servidores precisam parar e exigir publicamente o impeachment do governador: 1. Desvios de recursos na seduc em seu governo; 2. Destinação de recursos da Saúde (recurso federal) em outras áreas o que é proibido por lei, criando o caos de propósito e usando recursos da folha de pagamento para quitação; 3. Grampear adversários políticos e até deputados da base, desembargadores, juízes e promotores (evitando assim qualquer controle sobre a atividade do Executivo e afrontando princípios constitucionais sensíveis da ordem democrática).

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12 comentários