ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO
Para evitar a paralisação dos motoristas e funcionários administrativos do transporte coletivo de Cuiabá, os empresários quitaram normalmente os salários na última sexta-feira (07). A categoria ameaçava paralisar 100% da frota nesta segunda-feira (10), mas com o acerto a greve foi suspensa.
O indicativo de greve foi uma forma da categoria pressionar os empresários para que o atraso que ocorreu no mês de janeiro não se repetisse com o vencimento de fevereiro. “Em janeiro aceitamos o pagamento feito em ordem alfabética, agora para fevereiro está mais complicado”, disse o presidente do Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres de Cuiabá e Região, Ledevino Conceição, em entrevista concedida ao RepórterMT na última quarta-feira (05).
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Na ocasião, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Estado de Mato Grosso (STU), Rômulo Botelho, afirmou que o sistema entrou em colapso quando o prefeito Mauro Mendes (PSB) anunciou a segunda redução na tarifa em 2013, o valor que era de R$2,95, foi reduzido para R$2,85, e posteriormente para R$2,60. “Com a defasagem no valor da tarifa, as empresas não estão conseguindo arcar com o pagamento dos funcionários”.
Rômulo afirma que o valor ideal para a tarifa é de R$3,10, segundo ele, qualquer valor abaixo disso desestabiliza o sistema. “O cálculo tarifário é simples e pode ser feito por qualquer pessoa. Levamos em conta a frota, diesel, desgaste dos veículos, entre outros, assim conseguimos calcular o valor da tarifa. E esse valor de R$3,10 seria o ideal para custear esses gastos”.
Atualmente, quatro empresas são responsáveis pelo transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande, cerca de 2,4 mil pessoas trabalham no setor, os salários dos motoristas e cobradores giram em torno de R$1.680 e R$1.037, respectivamente. De acordo com dados da Secretaria de Trânsito e Transporte Urbano de Cuiabá (SMTU) a média de quatro milhões de passagens são pagas mensalmente na Capital.









