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Wilson Carlos Fuáh é escritor, radialista, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômicas
WILSON CARLOS FUÁH
Há momentos na vida em que precisamos parar diante do caminho e perguntar a nós mesmos: para onde estou indo?
Talvez não saibamos responder. Talvez diante dos nossos olhos exista apenas uma estrada coberta pela neblina, sem placas, sem certezas e sem garantias de que chegaremos ao lugar que imaginamos. Mas é justamente nesse instante que a vida nos faz um convite silencioso: ande!
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Não importa se o caminho é conhecido ou se precisamos descobri-lo a cada passo. O importante é não permanecer parado diante daquilo que ainda não conhecemos.
Aventurar-se é preciso.
É preciso porque a vida não foi feita para ser apenas contemplada da janela. Ela precisa ser vivida, sentida, experimentada. Há paisagens que jamais veremos se tivermos medo de deixar o lugar onde estamos. Há pessoas que jamais conheceremos, emoções que jamais sentiremos e histórias que jamais serão escritas se não tivermos coragem de dar o primeiro passo.
Às vezes, a vida nos cobra sacrifícios que não compreendemos.
Perdemos alguma coisa que julgávamos indispensável. Abrimos mão de sonhos antigos. Somos obrigados a mudar de direção quando acreditávamos finalmente ter encontrado o caminho certo.
E dói.
Dói porque somos humanos. Dói porque nos apegamos às coisas, às pessoas, aos lugares e até mesmo às versões de nós mesmos que já não existem.
Mas talvez algumas perdas não sejam o fim de uma história.
Talvez sejam apenas a maneira que a vida encontrou para abrir espaço para uma nova.
É estranho perceber que aquilo que ontem parecia uma tragédia, algum tempo depois pode transformar-se em aprendizado. Que algumas portas fechadas nos obrigaram a procurar outras entradas. Que determinados caminhos interrompidos nos conduziram a lugares que jamais teríamos conhecido.
A vida tem dessas coisas.
Ela nos surpreende justamente quando pensamos que já entendemos tudo.
Por isso, não tenha medo das mudanças. Elas podem assustar, mas também podem revelar quem somos.
Cada mudança mexe conosco. Algumas nos arrancam lágrimas; outras nos devolvem sorrisos que julgávamos perdidos. Algumas nos fazem perder o chão para que aprendamos a caminhar com nossas próprias pernas.
E é caminhando que descobrimos que somos muito mais do que imaginávamos.
Somos feitos das escolhas que tivemos coragem de fazer, das escolhas que não tivemos coragem de fazer, dos encontros que nos marcaram, das despedidas que nos ensinaram, das quedas que nos obrigaram a levantar e dos sonhos que insistiram em permanecer vivos dentro de nós.
Há sonhos que o tempo não consegue matar.
Eles ficam ali, silenciosos, esperando o momento em que teremos coragem de ouvi-los novamente.
E quando finalmente os ouvimos, alguma coisa dentro de nós desperta.
É como se o coração dissesse:
“Ainda há tempo.”
Ainda há tempo para mudar.
Ainda há tempo para começar.
Ainda há tempo para amar.
Ainda há tempo para conhecer lugares novos, experimentar novas emoções, aprender outras coisas e descobrir que a vida pode ser muito maior do que aquilo que já vivemos.
Wilson Carlos Fuáh é escritor, radialista, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômicas
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