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14 de Fevereiro de 2014, 10h:31 - A | A

CIDADES / TARIFA DE ÔNIBUS

Mendes diz que não vai impedir aumento se empresas provarem a necessidade

O esperado pelos concessores do serviço é que o valor salte de R$ 2,60 para R$ 3,10.

RepórterMT

"Se eles tiverem direito ao reajuste, eles têm que ter reajuste. Quando não tem, não tem. Eu não vou tirar direito de ninguém”

"Se eles tiverem direito ao reajuste, eles têm que ter reajuste. Quando não tem, não tem. Eu não vou tirar direito de ninguém”

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) foi categórico ao afirmar que não vai interferir no aumento da tarifa de ônibus, se as empresas provarem a necessidade do reajuste. Em entrevista ao RepórterMT, o prefeito frisou que procura apenas aplicar a lei.

“É um dever do Executivo aplicar a lei. Se eles tiverem direito ao reajuste, eles têm que ter reajuste. Quando não tem, não tem. Eu não vou tirar direito de ninguém”, declarou.

Nesta semana a Associação Mato-grossense de Transporte (AMTU) conseguiu no Tribunal de Justiça um mandado de segurança que ‘força’ a Prefeitura de Cuiabá a agilizar o reajuste na tarifa do transporte coletivo. O esperado pelos concessores do serviço é que o valor salte de R$ 2,60 para R$ 3,10.

A Secretaria de Trânsito e Transporte da Capital (SMTU) começou um estudo sobre o reajuste que deveria ser concluído até esta sexta-feira (14).

Eu quero saber da área técnica da Prefeitura qual é a realidade da planilha de custos

O prefeito destaca que a Prefeitura faz sua parte, mas não é o principal fiscalizador da questão.

“Eu quero saber da área técnica da Prefeitura qual é a realidade da planilha de custos e quem tem o dever de se pronunciar sobre isso não é o prefeito, o prefeito homologa. Quem se pronuncia sobre tarifa chama- se Conselho Municipal de Trânsito e Transporte. Eles que têm que apreciar o pleito, analisar tecnicamente, tomar uma decisão e encaminhar ao prefeito para homologar”, relatou Mendes.

O secretário da SMTU, Antenor Figueiredo explicou que a votação do Conselho sobre a revisão no valor da tarifa deve ocorrer somente no mês de março. Após a análise dos membros a proposta segue para ser apreciada pela Câmara Municipal de Vereadores e depois encaminhada para o prefeito homologar.

De acordo com o contrato de concessão do serviço, a tarifa deveria ter sofrido o reajuste em dezembro de 2013. Mas enquanto a passagem ainda era praticada em R$ 2,85 em 2013, um cálculo feito pelo Ministério Público, a pedido da Câmara de Vereadores, apontou que o valor da tarifa deveria sofrer uma queda de R$ 0,20, porque as empresas teriam colocado em um dos itens da planilha de custo a existência de cobradores, mesmo a função dos profissionais ter sido extinta por lei.

O secretário explica que o cálculo tarifário leva em conta os custos com o transporte, o desgaste do veículo e até mesmo a quantidade de passageiros transportados. “Outro ponto levado em conta é com relação ao percurso feito com os ônibus, e com o excesso de desvios feitos em virtude das obras da Copa, esse percurso é maior”.

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