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11 de Fevereiro de 2014, 15h:45 - A | A

CIDADES / TRANSPORTE COLETIVO

AMTU consegue Mandado de Segurança que pode obrigar aumento da tarifa em Cuiabá

O esperado pelos concessores do serviço é que o valor salte de R$ 2,60 para R$ 3,10 o mais rápido possível

Reprodução

Associação quer que passagem seja R$ 3,10

Associação quer que passagem seja R$ 3,10

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



A Associação Mato Grossense de Transporte (AMTU) conseguiu no Tribunal de Justiça um mandado de segurança que ‘força’ a Prefeitura de Cuiabá a agilizar o reajuste na tarifa do transporte coletivo. O esperado pelos concessores do serviço é que o valor salte de R$ 2,60 para R$ 3,10.

De acordo com o secretário de Trânsito e Transporte da Capital, Antenor Figueiredo, até sexta-feira (14), técnicos da secretaria vão concluir o estudo sobre o reajuste e comparar com a proposta feita pelos empresários, mas a votação sobre a revisão no valor da tarifa deve ser votada somente no mês de março.

“Para entrar em vigor o reajuste deve ser analisado pelo Conselho de Transporte, em seguida apreciado pela Câmara de Vereadoressó depois encaminhado para o prefeito [Mauro Mendes]. E as reuniões do Conselhos são realizadas sempre na última quarta-feira do mês, em fevereiro será dia 28, e a pauta de discussão já foi fechada”, explica.

A autorização para a revisão no valor também poderá ser feita no caso de uma convocação extraordinária, mas Antenor não acredita que esse procedimento será adotado. “No primeiro momento a reunião está marcada somente para o dia 28 de março, acredito que não vamos antecipar isso”.

De acordo com o contrato de concessão do serviço, a tarifa deveria ter sofrido o reajuste em dezembro de 2013. Mas enquanto a passagem ainda era praticada em R$ 2,85 em 2013, um cálculo feito pelo Ministério Público, a pedido da Câmara de Vereadores, apontou que o valor da tarifa deveria sofrer uma queda de R$ 0,20, porque as empresas teriam colocado em um dos itens da planilha de custo a existência de cobradores, mesmo a função dos profissionais ter sido extinta por lei.

O secretário explica que o cálculo tarifário leva em conta os custos com o transporte, o desgaste do veículo e até mesmo a quantidade de passageiros transportados. “Outro ponto levado em conta é com relação ao percurso feito com os ônibus, e com o excesso de desvios feitos em virtude das obras da Copa, esse percurso é maior”.

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