LUIZA TENENTE
DO G1
Três questões exatamente iguais estavam presentes tanto no Enamed quanto no Revalida (provas para formados em Medicina), mas só foram anuladas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em um desses exames. No outro, mesmo com o conteúdo idêntico, continuaram válidas, segundo o gabarito oficial divulgado na última sexta-feira (13).
Enamed: avaliação que mede o desempenho de estudantes de Medicina e que pode ser usada na seleção de vagas para residentes.
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Revalida: prova que avalia médicos formados no exterior para que possam trabalhar no Brasil.
Ter conteúdos iguais não é um problema, já que a aplicação dos testes ocorreu no mesmo dia, em 19 de outubro. No entanto, os itens sobre distúrbio ácido básico (pergunta 2), abaulamento progressivo (pergunta 10) e quimioprofilaxia (pergunta 40), apesar de trazerem problemas na formulação do enunciado e das alternativas, só foram anulados no Enamed.
No Revalida, por mais que os textos fossem exatamente idênticos, essas três questões continuaram válidas (veja imagens comparativas mais abaixo).
Leia a matéria completa no site do G1.










Elder 15/12/2025
Isso que está acontecendo é uma verdadeira descriminação com os estudantes formados no exterior na sua maioria Brasileiros, tentando voltar pra casa para suas famílias e poder trabalhar aplicando seus conhecimentos na medicina. Não é a primeira vez que o INEP dificulta as vidas dos estudantes estrangeiros, como é possível duas provas aplicadas pela mesma banca, no mesmo dia, com questões idênticas ser a nuladas em uma prova aplicada para profissionais formados no Brasil já com seu CRM e outra não ser anuladas por serem profissionais formados no exterior. Como não pensar em discriminação? Vergonhoso isso que está acontecendo e não vemos as autoridades tomarem providências.
Alexa Maria Calderin Mila 15/12/2025
O inep tem usado a justificativa do TRI. A justificativa apresentada não enfrenta o ponto central, uma questão reconhecida como tecnicamente inconsistente em um exame do próprio INEP não se torna válida em outro apenas pela diferença no método de correção, especialmente sem nota técnica explicativa ou correção do conteúdo. Além disso, o item em questão contraria diretrizes do Ministério da Saúde, caracterizando erro de conteúdo, independente do uso da TRI. Coerência institucional, isonomia e transparência são indispensáveis em avaliações nacionais.
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