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Cuiabá, 24 de Maio de 2024
24 de Maio de 2024

03 de Setembro de 2010, 12h:27 - A | A

VARIEDADES /

PIB brasileiro avança 1,2% no 2º trimestre; investimentos são record



da redação

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 1,2% no segundo trimestre de 2010, em relação aos três primeiros meses do ano. Como esperado pelo governo, a economia brasileira desacelerou neste 2º trimestre. O crescimento verificado nos três primeiros meses de 2010 foi de 2,7%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No primeiro semestre de 2010, o PIB cresceu 8,9%, em relação a igual período de 2009. Foi o melhor desempenho histórico para um semestre desde o início da série, em 1996.

Em relação ao 2º trimestre de 2009, o crescimento foi de 8,8%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, a alta da economia brasileira é de 5,1%.

O PIB a preços de mercado, para o segundo trimestre de 2010, alcançou R$ 900,7 bilhões, sendo R$ 769,5 bilhões referentes ao valor adicionado e R$ 131,2 bilhões aos impostos sobre produtos, afirmou o IBGE.

Segundo o IBGE, a alta do PIB no segundo trimestre foi puxada pelo setor agropecuário, que teve a maior alta em relação ao primeiro trimestre: 2,1%. A indústria do País cresceu 1,9% na mesma comparação e o setor de serviços, 1,2%.

Investimentos batem recorde
A formação bruta de capital fixo, indicador do nível de investimentos da economia do País, teve expansão de 26,5% em relação ao segundo trimestre de 2009, o maior crescimento desde o início da série histórica, em 1996.

Segundo o IBGE, dentre os fatores que contribuem para o crescimento dos investimentos, destacam-se a expansão da produção interna e da importação de máquinas e equipamentos, bem como o comportamento da taxa básica de juros Selic no período, além da baixa base de comparação do 2º trimestre de 2009.

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o nível de investimentos da economia brasileira cresceu 2,4%.

Consumo das famílias
A despesa de consumo das famílias cresceu 6,7% em relação ao mesmo período de 2009, a 27ª variação positiva consecutiva nessa comparação. De acordo com o IBGE, um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi o crescimento de 7,3% na massa salarial real, no segundo trimestre de 2010, aliado, no mesmo período, ao aumento nominal de 17,1% do saldo de operações de crédito para as pessoas físicas.

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o consumo das famílias aumentou 0,8%.

Já a despesa de consumo da administração pública cresceu 5,1% no 2º trimestre de 2010 em relação ao mesmo período de 2009. Sobre o primeiro trimestre de 2010, o indicador subiu 2,1%.

Acima do esperado
Economistas afirmaram que o crescimento, embora menor que o do 1º trimestre, ficou acima do previsto. "Ficou acima do esperado. Foi um desempenho mais acelerado que o esperado na indústria e dos investimentos. Isso mostra que o setor produtivo está em bom ritmo, interessado em aumentar capacidade. Apesar de acima do esperado, houve uma desaceleração sobre o primeiro trimestre para um ritmo mais condizente com a capacidade da economia brasileira, então não chega a assustar. O PIB teve uma composição benigna, com consumo crescendo e investimento crescendo mais. Isso minimiza risco (inflacionário)", disse o economista-chefe do banco Schahin, Silvio Campos Neto.

"Esse número acima do esperado coloca uma base mais forte de comparação no segundo trimestre. O crescimento do terceiro trimestre deve ficar próximo do do segundo trimestre, talvez um pouco abaixo. Esperamos crescimento de 6,9% neste ano, mas talvez vamos revisar depois do dado de hoje, então tenho um viés de alta", completou o economista.

Já o economista-chefe do banco BBM, Tomás Brisola, afirmou que a atividade da economia no segundo trimestre foi influenciada pelo forte ritmo registrado no final do primeiro trimestre. "Mostra que, mesmo num momento mais fraco, a desaceleração não foi tão grande. Outra coisa relevante é que você tinha um carregamento estatístico grande do primeiro trimestre para o segundo, porque você cresceu muito no final em março".

Inflação pressionada; alta nos juros
Brisola afirmou que os dados podem mostrar uma necessidade de aumento da taxa básica de juros, a Selic, a partir do ano que vem. "Discordo (que o crescimento tenha ocorrido sem pressões inflacionárias). Primeiro porque essa transmissão não é contemporânea. Mas mais que isso: a inflação de serviços não caiu, caiu muito pouco. No curto prazo não (tem implicação para a política monetária)... O BC (Banco Central) está olhando para o cenário externo e acha que os riscos externos estão se sobrepondo. No médio prazo, faz diferença, sim. A partir do ano que vem vai ter que subir a taxa de juro para equilibrar essa oferta."

Marianna Costa, economista da Link Investimentos, também acredita que os dados do PIB do 2º trimestre indicam possível alta da Selic em 2011.

"Mesmo que tenha havido uma pequena desaceleração, ainda assim foi um trimestre forte, impulsionado pelos gastos das famílias e pela demanda doméstica. A atividade forte mostra que a probabilidade de um novo ciclo de aumento do juro no próximo ano é mais elevada".

Com informações da Reuters.

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