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23 de Outubro de 2026

20 de Março de 2026, 15h:05 - A | A

+SAÚDE / RISPERIDONA

Remédio para demência pode elevar risco de AVC, alerta estudo

Estudo do Reino Unido sugere que medicamento para tratamento de agitação grave em pacientes com demência pode aumentar risco de AVC.

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Mesmo em pacientes sem histórico da doença, o risco também apareceu, embora menor.

Mesmo em pacientes sem histórico da doença, o risco também apareceu, embora menor.

DO REPÓRTERMT



Um estudo com mais de 165 mil pacientes com demência no Reino Unido aponta que o uso do medicamento risperidona, indicado para controlar quadros de agitação grave, pode aumentar o risco de Acidente Vascular Cerebral. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

A pesquisa foi publicada em 8 de março no British Journal of Psychiatry e analisou dados do sistema público de saúde britânico, o National Health Service, entre 2004 e 2023. Os cientistas compararam pacientes que usavam o medicamento com outros de perfil semelhante que não faziam uso da substância.

Os resultados indicaram que, entre pessoas com maior risco de AVC, 22,2% dos pacientes que utilizavam o remédio sofreram derrame. Entre os que não faziam uso da medicação, o índice foi de 17,7%.

Mesmo em pacientes sem histórico da doença, o risco também apareceu, embora menor. Nesse grupo, a taxa foi de 2,9% entre os que usavam a risperidona, contra 2,2% entre os que não utilizavam o medicamento.

Outro ponto observado pelos pesquisadores é que o risco pode ser mais elevado em tratamentos de curta duração, como os realizados por cerca de 12 semanas.

A risperidona é frequentemente usada em pacientes com demência que apresentam agitação intensa, especialmente quando outras abordagens não funcionam. No Reino Unido, é o único antipsicótico autorizado para esse tipo de tratamento.

Segundo os pesquisadores, a associação entre o medicamento e o aumento do risco de AVC já era conhecida, mas ainda havia dúvidas sobre quais grupos de pacientes seriam mais vulneráveis. A expectativa era identificar perfis mais suscetíveis para orientar melhor a prescrição.

A agitação afeta cerca de metade das pessoas com demência e pode causar sofrimento tanto ao paciente quanto a familiares e cuidadores, o que torna o uso do medicamento comum nesses casos.

Atualmente, diretrizes do sistema de saúde inglês recomendam limitar o uso da risperidona a até seis semanas. Os autores do estudo avaliam que os novos dados podem ajudar a aprimorar essas orientações, com base em características específicas de cada paciente.

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