NOELMA OLIVEIRA
DA REDAÇÃO
O Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou oito pessoas por improbidade administrativa devido à compra de vagões para o metrô de São Paulo e que nunca foram utilizados. O mesmo acontece em Mato Grosso com as composições adquiridas para o Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT).
O governo ainda não sabe o que fazer com os equipamentos que estão sobrando. Até mesmo porque a obra não tem prazo para ser retomada nem mesmo concluída.
O relatório de uma consultoria contratada pela atual gestão mostra que oito composições foram compradas sem a menor necessidade pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso no Centro de Custódia de Cuiabá, desde setembro do ano passado.
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Os vagões estão parados há mais de dois anos, com sinais de deterioração. A compra a mais gerou um gasto de R$ 120 milhões aos cofres públicos. Estudos contratados pelo governador Pedro Taques (PSDB) apontam que seriam necessárias 32 composições, mas a gestão anterior comprou 40. A KPMG é a empresa responsável pela consultoria.
O governo ainda não sabe o que fazer com os equipamentos que estão sobrando. Até mesmo porque a obra não tem prazo para ser retomada nem mesmo concluída. A obra está sendo questionada na Justiça. O Poder Executivo não concorda com os valores pagos em comparação ao serviço já executado.
A Obra do VLT que seria para a Copa do Mundo de 2014 foi orçada inicialmente em 1,4 bilhão. Já foram empregados R$ 1,066 bilhão. “Precisamos terminar o VLT. Existem falhas gritantes no edital”, disse o governador em entrevista ao programa Conexão Poder, na noite deste domingo (10). Ainda serão necessários mais R$ 600 milhões à conclusão.
Paralelamente, a Assembleia Legislativa investiga o VLT e outras obras da Copa. O relatório deve concluído e apresentado à população no próximo mês.
Reportagem da TV Globo, exibida no Jornal Hoje, mostrou os prejuízos causados nos cofres públicos de São Paulo.
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