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27 de Outubro de 2026

14 de Março de 2026, 15h:33 - A | A

POLÍTICA / NEGOU RECURSO

TRE  livra prefeito de Jaurú de cassação por compra de votos

Embargo tentava reabrir ação sobre suposta compra de votos.

Reprodução

TRE considerou provas insuficientes

TRE considerou provas insuficientes

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



O prefeito de Jauru (405 km de Cuiabá), Valdeci José de Souza (União), conhecido como Passarinho, teve o mandato mantido pela Justiça Eleitoral. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) também beneficiou a vice-prefeita Enércia Monteiro (PSB) e foi tomada no âmbito de ação movida pela coligação “Por um Jauru Melhor”.

A decisão responde ao julgamento de um recurso, que tentava reabrir a discussão sobre suposta compra de votos nas eleições de 2024, questionando entendimento anterior do próprio tribunal, que havia inocentado os acusados.

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A ação alegava que os dois teriam se beneficiado de compra de votos e do uso irregular de recursos ou influência política durante a campanha. A suspeita era de que eleitores teriam recebido dinheiro em troca de apoio eleitoral. O processo buscava anular a eleição dos envolvidos e torná-los inelegíveis por prazo determinado.

Nos autos consta o depoimento de uma testemunha que afirmou ter recebido R$ 500 das mãos da atual vice-prefeita. O dinheiro teria sido entregue durante um encontro na residência da candidata. Após sair do local, a eleitora foi abordada por autoridades e encontrada com o valor em dinheiro e material de campanha.

No entanto, em depoimento, a testemunha apresentou versões diferentes sobre o motivo do pagamento. Em um momento afirmou que o valor seria referente a trabalhos realizados durante a campanha. Em outro, disse que o montante teria sido pago em troca de apoio eleitoral.

O Tribunal entendeu que o conjunto de provas não demonstrou de forma clara a ocorrência de compra de votos com intenção específica de influenciar o eleitorado, requisito necessário para caracterizar o crime eleitoral.

Negativa ao recurso

Ao analisar os embargos, o TRE destacou que esse tipo de recurso serve apenas para esclarecer eventuais omissões, contradições ou erros na decisão anterior, não podendo ser utilizado para rediscutir as provas do processo. Segundo o tribunal, o acórdão já havia analisado todos os elementos apresentados e concluído que havia fragilidade no conjunto probatório, especialmente devido às contradições nos depoimentos e à ausência de prova direta da intenção de compra de votos.

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