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27 de Junho de 2016, 10h:52 - A | A

POLÍTICA / NO PALÁCIO

Taques recebe empresários e deputados para debater RGA e aumento de impostos

Os líderes dos segmentos querem que o Governo pague de RGA somente aquilo que não comprometa as finanças públicas

gcom

Reunião conta com representantes de 50 segmentos de MT

Reunião conta com representantes de 50 segmentos de MT

DA REDACAO



O governador Pedro Taques recebeu, nesta segunda-feira (27.06), mais de 30 representantes da indústria, comércio, serviços, agricultura e pecuária de Mato Grosso para debater a pauta de reivindicações contra o aumento de impostos. As categorias estão preocupadas com a possibilidade de aumentos de impostos por parte da União, a elevação da taxa de desemprego, além da possibilidade do Estado também ter que aumentar as taxas e ainda fazer novos cortes nos incentivos fiscais.

Diante do debate a respeito do pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA) aos servidores públicos, os segmentos demonstram preocupação com o cenário nacional e os reflexos da crise econômica em Mato Grosso. A principal cobrança é para solucionar o atual impasse entre o Executivo e os servidores, sem que haja comprometimento da capacidade de investimentos, principalmente em infraestrutura.

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Atualmente, as entidades movimentam mais de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, considerando a representatividade do agronegócio e o setor de serviços. O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de medir a atividade econômica de uma região. Ele representa a soma dos valores adicionados pelos setores da economia mais os impostos pagos.

O principal temor seria um eventual atraso salarial que ocasionaria nova redução no faturamento do mercado e o “efeito cascata” na diminuição dos postos de trabalho. Os líderes dos segmentos querem que o Governo pague de RGA somente aquilo que não comprometa ainda mais as finanças públicas. Além disso, cobram que o impasse salarial com o funcionalismo não prejudique a capacidade de investimento em infraestrutura do Estado. No âmbito do Governo Federal, a visão predominante é de que não seja preciso aumentar impostos, seja a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) ou qualquer outro, para fechar as contas públicas. 

O presidente do Sistema Fiemt, Jandir Millan, destacou o trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado em conceder o pagamento do RGA aos servidores públicos no momento de crise que o País e Mato Grosso se encontram. “Tenho certeza que se eu pudesse dar a opção aos meus empregados, coisa que a Lei não permite, de reduzir os salários em 11,28% ao invés de ter que manda-los embora, todos aceitariam. Estou vendo os servidores não aceitando os 6%. Estamos preocupados com essa situação, pois seremos nós que pagaremos a conta. É muito melhor não quebrar o Estado a dar este aumento. Minha opinião é de retirar este projeto de aumento. É uma falta de consideração, por parte dos sindicatos, não aceitar os 6%”.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (CDL), Paulo Gasparotto, também reforçou as dificuldades vivenciadas pelo setor comercial e reforçou os prejuízos que a greve já tem trazido ao setor. “O comércio depende do funcionalismo público, mas entendemos que não podemos deixar o Governo em uma situação extremamente delicada e comprometida. Achamos que o melhor saída foi buscar esta alternativa mediadora em relação ao RGA. A proposta de 6% é conveniente e acredito que os servidores deveriam entender essa situação de gravidade e fazer uma negociação que pudesse contemplar os interesses da população de Mato Grosso”.

Mais diálogo

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Guilherme Maluf, reforçou o trabalho do Estado em dialogar com os servidores e, mesmo em crise, conceder o reajuste salarial. “A maioria dos deputados que aqui estão, são aqueles que entendem que o Governo está no caminho certo. Entendemos que servidor público é uma parte dos mais de três milhões de habitantes mato-grossenses, mas que essa seja a primeira de muitas reuniões para que possamos ouvir todos os segmentos empresariais do Estado. Entendemos a crise e que com reuniões como esta, para ouvir outros segmentos empresarias, é que vamos nos levantar contra a crise. Vamos apreciar de forma transparente o pagamento do RGA. A Casa tem que receber as manifestações. Alguns podem se sensibilizar com a pressão, mas a maioria dos deputados não se sensibilizou e vai fazer a coisa certa. Acredito que Mato Grosso é muito maior que a crise e que vamos superar isso que o País atravessa”.

O deputado estadual Oscar Bezerra reforçou o diálogo que o governador Pedro Taques tem tido com os servidores, a classe econômica e Assembleia Legislativa. “Nos governos anteriores, os setores produtivos não estavam sendo ouvidos e o trabalho desenvolvido agora pelo Governo tem trazido uma credibilidade muito maior. Voto pelo Governo, já votei na primeira vez e continuarei votando enquanto tiver o entendimento que o Estado não consegue pagar integralmente o RGA neste momento. Nossa responsabilidade, como deputado, é defender a máquina como um todo. Temos 3,3 milhões de habitantes que não são só servidores. Defendemos que os servidores precisam entender o que é possível receber agora”. 

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Servidor que não servirá 27/06/2016

Chama empresários pra discutir direito de trabalhador?....tá bom....agora chama sindicatos pra discutir incentivos fiscais....que tal....esse ditador tá saindo pior que encomenda....é uma agada atrás da outra....perdeu o rumo das coisas....mas garanto que essa vontade de colocar tudo e todos contra seus próprios colaboradores que são os servidores vai custar caro....muito caro....preferiu manter incentivos e aumentar repasse pros poderes? Bota eles agora pra tocar suas políticas públicas.....e nas eleições....faça as contas....pra ver se governo tá tão bom pra se eleger só com o voto deles....pq do servidor jamais terá novamente.....traira!

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1 comentários