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06 de Dezembro de 2016, 07h:15 - A | A

POLÍTICA / "FORA, CALHEIROS"

Taques comemora e lembra que tentou tirar Renan da presidência do Senado

O governador comemorou o afastamento do senador Renan Calheiros e lembrou que quando foi senador, disputou a presidência com ele, mas perdeu por 18 votos contra 56.

Assessoria

Governador Pedro Taques disse estar confiante na Justiça.

Governador Pedro Taques disse estar confiante na Justiça.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



Pouco antes da palaestra do juiz Sergio Moro, que veio a Cuiabá nesta segunda-feira (5), falar sobre combate à corrupção, o goverbador Pedro Taques (PSDB), declarou à imprensa que o afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB), determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, é "a justiça que está sendo feita". 

"Veja só, das 10 medidas de combate à corrupção, eu quando era senador apresentei quatro. A corrupção como crime hediondo, caixa dois, enriquecimento ilícito e diminuição de recursos”, comentou.

Aos jornalistas, o governador ainda lembrou que enquanto senador por Mato Grosso, tentou retirar o senador Renan Calheiros da presidência do Senado Federal, em Brasília.

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“Eu tentei afastar  da presidência do Senado, mas perdi a eleição”, disse pouco antes do evento.

O governador disputou  a presidência do Senado contra Renan em 2013 e obteve apenas 18 votos contra 56 do peemedebista. Na ocasião, o tucano contou com o apoio de partidos da oposição e de senadores tidos como "independentes".

Com a vitória, Calheiros, que já vinha sendo investigado por conta de denúncias de que usou dinheiro de lobista para pagar pensão de uma filha, fora do casamento, assumiu o lugar de José Sarney (PMDB).

Taques também comentou sobre a aprovação do pacote anticorrupção, que será votado no Senado nesta terça-feira (6). Segundo ele, quatro medidas contidas no projeto foram de sua autoria.

“O combate à corrupção tem que ser diário. Mas nada pode ser aprovado com emergência. O que é aprovado em emergência dá errado. Veja só, das 10 medidas de combate à corrupção, eu quando era senador apresentei quatro. A corrupção como crime hediondo, caixa dois, enriquecimento ilícito e diminuição de recursos”, comentou.  

O afastamento

O ministro atendeu a um pedido liminar feito pela  Rede Sustentabilidade na manhã desta segunda-feira.

O pedido de afastamento foi feito pelo partido após a decisão proferida pela Corte na semana passada, que tornou Renan réu pelo crime de peculato. De acordo com a legenda, a liminar era urgente porque o recesso no Supremo começa no dia 19 de dezembro, e Renan deixará a presidência no dia 1º de fevereiro do ano que vem, quando a Corte retorna ao trabalho.

 

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