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Cuiabá, 30 de Maio de 2026
30 de Maio de 2026

04 de Novembro de 2025, 14h:47 - A | A

POLÍTICA / LEIS MAIS DURAS

Mauro quer facções enquadradas como terroristas: "Arrancam cabeças e abrem corpos"

Mauro afirmou que Congresso Nacional precisa tratar o tema com urgência

DO REPÓRTERMT



O governador Mauro Mendes (União Brasil) defendeu que as facções criminosas sejam enquadradas na lei de terrorismo. Durante entrevista concedida ao programa Jornal Gente, da Rádio Band FM e Band News TV, ele questionou o enquadramento penal para crimes como assassinatos cruéis e uso de armamentos pesados.

“Essas facções criminosas matam, arrancam cabeças, abrem corpos, exibem metralhadoras e ostentam poder. Isso é ou não é terrorismo? Se isso não for terrorista, então não sei o que é”, afirmou.

Para o governador, é uma “anomalia” que a legislação brasileira não classifique esses grupos como terroristas, considerando o pânico que causam à população.

O governador também apontou a contradição entre a comoção seletiva de parte da sociedade, da classe política e de ONGs diante de operações policiais mais repressivas, enquanto são indiferentes aos mais de 40 mil assassinatos por ano no Brasil, dos quais de 70% a 80% têm ligação direta com as facções.

“É uma hipocrisia. Todo dia essas facções matam 100 brasileiros, e ninguém vai depor, ninguém faz alarde. Mas quando a polícia reage, vira escândalo”, registrou.

Mauro defendeu que o Congresso aproveite a discussão sobre a PEC da Segurança para criar instrumentos legais realmente eficientes, e não apenas formalidades.

“Nosso Código Penal é de 1940. O mundo mudou, o crime evoluiu, mas nossas leis continuam frágeis. Quando quiseram, fizeram a reforma tributária. Por que não fazem o mesmo com a segurança, que é um clamor nacional?”, questionou.

O governador sugeriu medidas inteligentes para atacar o que chamou de “crimes estruturantes das facções”, como o tráfico de drogas e, especialmente, a receptação de produtos roubados.

“Se tem gente roubando celular, é porque tem quem compre. Vamos endurecer contra o receptador. Sem quem compre, o roubo perde sentido”, explicou.

Mauro ainda destacou que as facções estão se infiltrando na política, elegendo parlamentares com dinheiro do crime.

“Isso aconteceu na Itália, nos EUA e está acontecendo aqui no Brasil. Eles estão se organizando por baixo e, se não reagirmos, o problema será muito maior”, alertou.

O governador citou os fortes investimentos feitos na Segurança Pública de Mato Grosso, que hoje possui uma das polícias com melhor equipamento, tecnologia e estrutura do país.

“Criamos o programa Tolerância Zero e um canal de denúncia de extorsão, que é a atividade que mais financia essas facções. Também investimos forte no sistema prisional, porque não pode haver ‘quartel-general’ do crime dentro das cadeias. O cidadão de bem está pagando a conta enquanto bandido não respeita mais a polícia nem a lei. Precisamos resgatar o medo da punição no Brasil”, concluiu.

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Irene Messias da Silva 05/11/2025

Mauro, na minha humilde avaliação, ferramentas eficientes. É trabalharmos fazer de tudo, para que cada adolescente, não caia nas mãos dos marginais. Não podemos permitir que uma comunidade tão nociva para a sociedade cresçam da forma que cresceram nos últimos 20 anos. E desses, 15 anos você no poder das decisões. Qual medida voce criou ou sugeriu na prevenção? Nem escolas, que empenhou em militarizar, você conseguiu inserir o tempo integral. Educação vem do berço, mas a realidade nos obriga a fazer que esses adolescentes se ocupem 12 a 15 por dia. Porque a realidade é triste. Crime e gravidez precose, e essa sem preparo. A criança que não come os alimentos necessários, na primeira infância, é sério candidato a optar pelo caminho mais fácil, porque prejudica o desenvolvimento intelectual. O outro que tem mais condições, certamente as oportunidades são melhores. Prevenção Toda a educação em tempo integral e monitoramento às familias negligentes na educação e orientação dos filhos. Concordo com sua sugestão, esses bandidos tem que ser tratados sim como terroristas.

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