PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) vai criar o Gabinete de Gestão Política para ajudar a atual administração a enfrentar embates que, nos últimos meses vêm causando desgastes ao governo. O Gabinete Político é a única informação antecipada pelo governador, quanto à segunda parte da Reforma Administrativa que ainda não foi encaminhada à Assembleia.
“A função do Gabinete de Articulação Política é fazer política institucional, conversar com a imprensa, conversar com os poderes e conversar com os deputados, ou seja, fazer política; é isso o que nós precisamos”, salientou Taques
“A função do Gabinete de Articulação Política é fazer política institucional, conversar com a imprensa, conversar com os poderes e conversar com os deputados, ou seja, fazer política; é isso o que nós precisamos”, salientou Taques, no início da tarde desta terça-feira (21), durante entrega de emendas parlamentares a cerca de 50 prefeitos, no Palácio Paiaguás.
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Conforme o líder do governo na Assembleia, o deputado Wilson Santos (PSDB), a proposta de reforma administrativa só deve mesmo chegar ao Parlamento, no mês que vem. Antes porém, de acordo com sinalização do próprio governador, o Executivo precisará de segurança na atuação de sua base no Legislativo pelo menos em duas matérias de suma importância para o Paiaguás: a proposta da RGA [revisão geral anual] dos servidores do Estado. A meta é aprovar o parcelamento definido pelos técnicos governistas, sendo 6% parcelados em três vezes, considerando a primeira em setembro deste ano e, em 2017, pagar os restantes 5,28% assim que houver fluxo de caixa.
A mensagem que Taques está enviando nessa semana à Assembleia diz respeito à reestruturação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Porém, PedroTaques enfatizou que não tem feito investidas junto aos deputados no sentido d e forçar a garantia da aprovação dessas matérias.
"Não posso pedir aos deputados outra coisa, senão votar de acordo com a sua consciência. Por sete a zero o parecer técnico do TCE entende que nós não devemos pagar o RGA", disse o governador.
Mesmo com uma oposição numericamente pífia na Assembleia, o movimento grevista, que ainda gira em torno da RG tem feito muito barulho no Parlamento, especialmente em dias de sessões ordinárias, quando as galerias da Assembleia são lotadas pelos servidores grevistas.
Quanto ao tema RGA, especificamente, após posicionamento do Tribunal de Contas (TCE) de que o governo não deve comprometer a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pagando a reposição dos servidores, Pedro Taques enfatizou que quando a matéria chegar ao Legislativo, cada deputado terá a liberdade para votar livremente.
“Eu fui senador e defendia a independência. Não posso pedir aos deputados outra coisa, senão votar de acordo com a sua consciência. Por sete a zero o parecer técnico do TCE entende que nós não devemos pagar o RGA. A questão não é querer ou não. A questão é poder pagar”, e emendou Taques.
O governador, mesmo confirmando que criará o Gabinete de Articulação Política, não revelou nome de quem comandará a nova pasta, mas sinalizou que já existe um escolhido.
















Henrique 23/06/2016
Absurdo! ainda chama isso de reforma administrativa. Nos Governos anteriores esse papel sempre foi desempenhado pelo Chefe da Casa Civil. Mais uma vez a contradição entre o discurso e a prática.
Celso 22/06/2016
Gabinete de Articulação Política? Em "tempos de crise"? Mais um DGA gordo para algum aliado dele!! Reforma para inglês ver: reduz os DGA's magrinhos e aumenta os DGA's obesos!!!
Laura 21/06/2016
Que me respondam os entendidos no assunto: Essa reforma administrativa não é para diminuir cargos? Como o Taques quer criar cargo? Como ele pensa em reduzir despesas?
alexandre 21/06/2016
mais desperdício de dinheiro, do que adianta gabinete pra quem não sabe negociar, a negociação existe desde que atenda a ordem do imperador..
4 comentários